Haddad diz que déficit de 2025 ficou perto da meta fiscal e abaixo do legado anterior
Ministro afirma que resultado primário foi menor que o esperado e aponta trajetória de ajuste gradual
CONTAS PÚBLICASO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que as contas do Governo Central devem ter encerrado 2025 com um déficit primário em torno de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o resultado ficou mais próximo do centro da meta fiscal, que prevê déficit zero, do que do limite inferior autorizado, de até 0,25% do PIB.
De acordo com Haddad, ao considerar as exceções aprovadas pelo Congresso Nacional e decisões da Justiça, o déficit ficaria em torno de 0,17% do PIB. Já com a inclusão dos precatórios, o resultado alcançaria 0,48% de déficit. Esses pagamentos, no entanto, não entram no cálculo da meta fiscal de 2025.
Durante a declaração, o ministro destacou que a contabilização dos precatórios dá maior clareza ao resultado apresentado. Segundo ele, esse procedimento garante transparência e evita distorções nos números oficiais das contas públicas. Haddad também fez referência direta à gestão anterior ao comentar a origem dessas dívidas.
“Já considerados os precatórios, ou seja, o tratamento do calote que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu, vamos fechar o ano em 0,48% de déficit”, afirmou o ministro. Ele ressaltou que esses valores não foram computados para fins de apuração da meta fiscal no ano passado.
Na avaliação do titular da Fazenda, o desempenho fiscal de 2025 representa uma melhora significativa em relação ao cenário herdado pelo atual governo. Haddad afirmou que o déficit registrado no ano passado foi entre 60% e 70% menor do que o rombo deixado para 2023, primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro também afirmou que a equipe econômica trabalha com foco na recuperação gradual do equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, a estratégia passa pelo aumento progressivo das exigências fiscais definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
“A cada ano a gente aumenta a nossa exigência de resultado primário na LDO. Do meu ponto de vista, nós temos uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano”, declarou.
As declarações de Haddad ocorrem em meio ao acompanhamento do cumprimento do novo arcabouço fiscal e à expectativa do mercado sobre os próximos passos da política econômica. O resultado de 2025, segundo o ministro, indica um ajuste em andamento, ainda que pressionado por despesas herdadas e compromissos judiciais acumulados.