Cícero Cotrim e Mateus Maia | 13 de janeiro de 2026 - 13h05

Haddad diz apoiar BC em caso Master e fala em maior fraude bancária da história

Ministro afirma manter contato diário com Galípolo e destaca convergência entre Banco Central e TCU

CRISE BANCÁRIA
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante conversa com a imprensa sobre o caso do Banco Master. - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que mantém conversas diárias com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso envolvendo o Banco Master e reforçou apoio à condução da autoridade monetária. Segundo Haddad, o episódio pode se tornar a maior fraude bancária já registrada no país.

A declaração foi feita durante conversa com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília. Haddad elogiou o trabalho realizado pelo Banco Central e disse confiar plenamente na atuação da equipe responsável pela condução do processo de liquidação da instituição financeira.

“Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram. É um trabalho muito robusto”, afirmou o ministro.

Haddad também relatou que conversou com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para tratar do tema. Segundo ele, a reunião realizada na segunda-feira (12), entre Galípolo, Vital e o ministro Jhonatan de Jesus, relator da apuração no TCU sobre a liquidação do Banco Master, indicou uma convergência de entendimento entre os órgãos.

Para o ministro da Fazenda, o alinhamento entre Banco Central e TCU é fundamental diante da dimensão do caso e dos possíveis impactos no sistema financeiro. Ele destacou ainda a importância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que será responsável por cobrir parte dos prejuízos deixados pela liquidação da instituição.

Haddad lembrou que o FGC é abastecido não apenas por bancos privados, mas também por recursos de instituições públicas, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Por isso, segundo ele, a condução cuidadosa do processo é essencial para proteger o sistema financeiro e os recursos envolvidos.

Com a liquidação do Banco Master, o Fundo Garantidor de Créditos vai honrar depósitos elegíveis de até R$ 250 mil por pessoa física, conforme as regras vigentes. A medida busca assegurar a proteção dos correntistas e reduzir os efeitos da crise sobre os clientes da instituição.

O caso segue sob análise dos órgãos de controle e fiscalização, enquanto o governo federal acompanha de perto os desdobramentos e os impactos da liquidação no mercado financeiro.