Carlos Guilherme | 13 de janeiro de 2026 - 10h30

Operação Piracema apreende quase 340 kg de peixe ilegal e multa infratores em MS

Fiscalização da PM Ambiental intensifica ações durante período de reprodução dos peixes

OPERAÇÃO PIRACEMA
PM Ambiental intensifica fiscalização para coibir pesca ilegal durante a piracema. - (Foto: PMA)

Com a pesca proibida em boa parte dos rios de Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar Ambiental tem reforçado a presença em áreas ribeirinhas para impedir a retirada ilegal de peixes durante o período mais sensível do ciclo reprodutivo. Balanço parcial da Operação Piracema 2025, divulgado até ontem (12), mostra apreensão de quase 340 kg de pescado, aplicação de multas e retirada de equipamentos usados na pesca irregular.

A operação começou em 5 de novembro e segue até 28 de fevereiro, período em que os peixes migram para a desova. Durante esse intervalo, a legislação ambiental proíbe a pesca, o transporte e a comercialização de pescado, com exceções previstas em lei, justamente para garantir a reposição natural das espécies.

Segundo o 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), a fiscalização ocorre em toda a Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai, abrangendo rios, margens, barrancos, rodovias, áreas urbanas e rurais, além de pesqueiros, pousadas e comércios ligados à venda de peixe.

Até o momento, as equipes realizaram 1.032 orientações e abordagens a pessoas, além de 682 abordagens a veículos e 103 pontos de bloqueio. As ações aconteceram tanto em terra quanto na água, incluindo embarcações que navegavam pelos rios e locais usados por pescadores.

O objetivo, segundo a PM Ambiental, é orientar e fiscalizar, explicando as regras do defeso, os tipos de pesca proibidos e as penalidades previstas para quem descumpre a lei.

A operação já percorreu 8.341 km, sendo a maior parte em patrulhamento terrestre (8.063 km), com apoio de ações aquáticas, que somaram 278 km. O policiamento nos rios permite alcançar áreas de difícil acesso, frequentemente usadas para a pesca ilegal durante a piracema.

No aspecto repressivo, foram lavrados 13 autos de infração ambiental, que resultaram em R$ 51.168 em multas. Além da penalidade financeira, os infratores também tiveram pescado, petrechos e embarcações apreendidos, conforme prevê a legislação ambiental.

Durante a operação, 339,73 kg de peixe foram apreendidos e outros 3.202 quilos passaram por fiscalização. Quando o pescado está em condições adequadas para consumo, ele é doado a instituições assistenciais. Nos casos em que o peixe é considerado impróprio, o material recebe descarte ambientalmente correto.

As equipes também vistoriaram 78 estabelecimentos, entre pesqueiros, pousadas e peixarias, para verificar a origem do pescado e a regularidade dos estoques durante o período de defeso. A medida busca coibir a comercialização ilegal de peixe, uma das principais infrações durante a piracema.

Ao todo, 135 petrechos de pesca foram apreendidos, incluindo redes, linhas, anzóis, carretilhas e joão-bobos. A retirada desses equipamentos reduz a reincidência e impede a continuidade da pesca predatória.

A Polícia Militar Ambiental reforça que a Operação Piracema continua até o fim de fevereiro, com fiscalização intensificada em todo o Estado.