Gilmar Mendes elogia gestão de Lewandowski na Justiça e destaca combate ao crime organizado
Ministro do STF afirma que atuação foi marcada por inteligência policial, grandes operações e proposta de integração das forças de segurança
STFO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou as redes sociais neste sábado (10) para registrar publicamente seu reconhecimento à atuação de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na avaliação do magistrado, o enfrentamento ao crime organizado foi um dos principais marcos da passagem do ex-ministro pela pasta.
Em publicação na rede social X, Gilmar destacou que a gestão de Lewandowski foi sustentada por planejamento estratégico, uso de inteligência policial e cooperação entre instituições. Segundo ele, esse conjunto de ações reafirmou a centralidade do Estado de Direito na condução da política de segurança pública no País.
“A atuação do ministro Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado, ancorado em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições”, escreveu Gilmar Mendes.
O ministro do STF também ressaltou o papel da Polícia Federal durante o período em que Lewandowski comandou a pasta. De acordo com Gilmar, a PF realizou operações consideradas relevantes contra facções criminosas e esquemas financeiros ligados ao crime organizado.
Entre as ações citadas estão as operações Tank, Quasar e Carbono Oculto, que tiveram como foco crimes como lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis. Para Gilmar Mendes, essas investigações atingiram diretamente as estruturas econômicas que sustentam organizações criminosas no Brasil.
Além das ações operacionais, o ministro destacou iniciativas de caráter institucional conduzidas durante a gestão de Lewandowski. Um dos principais pontos mencionados foi a Proposta de Emenda à Constituição que trata da integração das forças de segurança pública nos âmbitos federal, estadual e municipal, conhecida como PEC da Segurança Pública.
A proposta, no entanto, ainda tramita no Congresso Nacional e não foi aprovada. Mesmo assim, Gilmar avaliou que a iniciativa representa um avanço no debate sobre coordenação federativa na área de segurança.
O magistrado também citou o projeto de lei antifacção, apresentado durante a gestão de Lewandowski, como parte de um conjunto de medidas voltadas ao aprimoramento dos instrumentos legais de combate ao crime organizado.
“No plano institucional, sua passagem pelo Ministério será lembrada pela apresentação da PEC da Segurança Pública e do projeto de lei antifacção”, afirmou Gilmar, ao concluir a publicação com um agradecimento pelos “relevantes serviços prestados ao país”.
A manifestação ocorre poucos dias após a saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça. Conforme revelou o Broadcast Político, o ex-ministro apresentou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (8). A exoneração foi oficializada na sexta-feira (9).
Lewandowski estava à frente da pasta desde fevereiro de 2024, quando deixou sua cadeira no Supremo Tribunal Federal para assumir o cargo no Executivo. Com a saída, o Ministério da Justiça e Segurança Pública passa a ser comandado interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto, que exercia a função de secretário-executivo.
A mudança ocorre em meio a debates no Congresso sobre segurança pública e combate ao crime organizado, temas que seguem no centro da agenda política nacional.