Júpiter atinge brilho máximo e pode ser visto a olho nu neste sábado
Em oposição à Terra, maior planeta do sistema solar ficará mais brilhante em 2026; Nasa também prevê conjunção entre Saturno e Lua no dia 23
ASTRONOMIAOs amantes da astronomia têm um motivo especial para olhar para o céu na noite deste sábado (10). Segundo a Nasa, Júpiter vai atingir seu ponto máximo de brilho em todo o ano de 2026, podendo ser facilmente observado a olho nu em boa parte do país, sem necessidade de telescópio ou binóculo.
A boa visibilidade se deve ao fato de que o maior planeta do sistema solar estará em oposição, fenômeno astronômico que acontece quando a Terra fica alinhada entre Júpiter e o Sol. Nesse arranjo, o planeta gigante aparece do lado oposto ao Sol no céu, passando a noite inteira acima do horizonte.
De acordo com a agência espacial, esse alinhamento faz com que Júpiter pareça maior e mais brilhante no céu noturno do que em qualquer outro momento do ano.
“Nesse alinhamento, Júpiter parecerá maior e mais brilhante no céu noturno do que em qualquer outro momento do ano”, informou a Nasa.
Não é preciso ser especialista em astronomia para tentar ver o fenômeno. As orientações são simples: basta, à noite, olhar na direção leste e procurar a constelação de Gêmeos. Júpiter deve se destacar como um dos objetos mais brilhantes do céu, com um brilho fixo, sem cintilar como as estrelas.
Mesmo em áreas urbanas, onde a poluição luminosa costuma atrapalhar observações astronômicas, Júpiter tende a se destacar pela intensidade do brilho. Em locais mais escuros, longe de grandes centros, a visão do planeta costuma ser ainda mais impressionante.
A oposição não significa apenas um brilho maior, mas também um momento favorável para observação continuada, já que o planeta permanece visível por várias horas durante a noite.
A oposição é um alinhamento em que o planeta observado está do lado oposto ao Sol, tendo a Terra no meio desse “trilho” imaginário. No caso de Júpiter, isso faz com que ele apareça no céu quando o Sol se põe, atravessando a noite até o amanhecer.
Em termos práticos, isso se traduz em:
- Maior brilho aparente
- Melhor visibilidade a olho nu
- Mais horas com o planeta acima do horizonte
Por ser um planeta gigante e relativamente próximo em termos astronômicos quando comparado em momentos de oposição, Júpiter costuma ser um dos alvos favoritos de observadores do céu, tanto iniciantes quanto experientes.
Janeiro não será marcado apenas pela oposição de Júpiter. A Nasa também destaca um segundo evento para os fãs de astronomia anotarem na agenda: uma conjunção entre Saturno e a Lua, prevista para o próximo dia 23.
Uma conjunção acontece quando dois corpos celestes, vistos aqui da Terra, parecem estar muito próximos no céu, mesmo que na realidade estejam separados por distâncias gigantescas.
“Uma conjunção ocorre quando objetos no céu parecem próximos uns dos outros, embora na realidade estejam distantes”, explica a Nasa.
No dia 23, para observar o fenômeno, a indicação é olhar para o leste. Saturno deverá aparecer logo abaixo da Lua, formando um par de destaque no céu noturno.
Para quem está começando a observar o céu, esses alinhamentos são oportunidades interessantes: a Lua funciona como uma espécie de “referência”, ajudando a localizar outros astros, como Saturno, que costuma ser menos brilhante que Júpiter, mas ainda assim bem visível em noites de céu limpo.
Com a oposição de Júpiter neste sábado e a conjunção entre Saturno e a Lua no dia 23, janeiro se desenha como um mês especial para quem se interessa por astronomia – ou simplesmente gosta de, de vez em quando, levantar os olhos e observar o céu.
Os dois fenômenos citados pela Nasa podem ser apreciados sem equipamentos profissionais. Telescópios e binóculos, quando disponíveis, enriquecem a experiência, mas não são obrigatórios. A principal recomendação é buscar, sempre que possível, um local com horizonte relativamente livre e menos interferência de luz artificial.
Para muitos, esses eventos funcionam como um convite para desacelerar e prestar atenção em algo que está sempre ali, mas nem sempre é notado: o movimento constante dos planetas e da Lua. Em 2026, Júpiter e Saturno já começam o ano dividindo o protagonismo no céu de janeiro.