Inflação em Campo Grande fecha 2025 abaixo da média do país
IPCA encerra o ano em 3,14% na Capital; queda em alimentos e energia segura preços, apesar de alta em transportes e serviços
ECONOMIACampo Grande terminou 2025 com inflação menor que a média nacional. De acordo com o IPCA, calculado pelo IBGE e divulgado na sexta-feira (9), a alta de preços na Capital foi de 3,14% no ano, enquanto o índice do Brasil ficou em 4,26%. Em dezembro, a variação foi de 0,17% em Campo Grande, abaixo dos 0,33% registrados no país e também menor que a taxa de novembro na cidade (0,23%).
Dos nove grupos de consumo avaliados, seis ficaram mais caros em dezembro. O maior impacto veio de Transportes, que subiu 0,50% e sozinho respondeu por 0,11 ponto percentual do índice mensal, puxado principalmente pelo transporte por aplicativo, que disparou 16,93%, e pelas passagens aéreas, com alta de 15,53%.
Também tiveram variação positiva Artigos de residência (0,68%), Despesas pessoais (0,52%), Vestuário (0,50%), Saúde e cuidados pessoais (0,49%) e Comunicação (0,47%). Na direção contrária, Habitação recuou 0,46%, influenciada pela queda de 1,44% na energia elétrica residencial, após a troca da bandeira tarifária vermelha patamar 1 pela bandeira amarela, com cobrança extra menor na conta de luz. O grupo Educação teve leve queda de 0,11%.
A alimentação ajudou a segurar o índice no fim do ano. O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,25% em dezembro e ficou zerado no acumulado de 2025 (0,00%). A alimentação em casa recuou 0,44%, com destaque para as quedas de abacaxi, alho, linguiça, frango inteiro e leite longa vida. Por outro lado, subiram itens como mamão, cebola, batata-inglesa e contrafilé. Já a alimentação fora do domicílio voltou a acelerar, passando de 0,16% em novembro para 0,33% em dezembro, com altas em lanches (0,68%) e refeições (0,07%).
No conjunto, os números mostram um cenário de inflação moderada em Campo Grande em 2025, com alívio vindo principalmente de alimentos e da conta de luz, enquanto serviços ligados a transporte, lazer e viagens ficaram mais caros e pesaram no bolso dos consumidores no fim do ano.