Redação | 10 de janeiro de 2026 - 08h29

Trabalho da Polícia Penal de MS dentro dos presídios impacta diretamente a segurança nas ruas

Atuação estratégica envolve controle da custódia, inteligência, apreensões e escoltas que enfraquecem o crime organizado

SISTEMA PRISIONAL
Polícia Penal atua diariamente no controle das unidades prisionais e no combate a ilícitos em Mato Grosso do Sul - (Foto: Agepen)

A segurança pública de Mato Grosso do Sul começa antes mesmo das ruas. Dentro das unidades prisionais, longe da rotina da maior parte da população, a Polícia Penal executa um trabalho contínuo e estratégico que influencia diretamente a redução da criminalidade fora dos muros. A atuação silenciosa, marcada por disciplina, inteligência e rigor operacional, é considerada fundamental para conter o avanço do crime organizado no Estado.

Diariamente, policiais penais lidam com situações complexas que exigem preparo técnico e decisões rápidas. O foco vai além da vigilância. O controle rigoroso da custódia e a disciplina nas unidades impedem a circulação de ilícitos e evitam que ordens criminosas sejam articuladas de dentro dos presídios.

Atualmente, a Polícia Penal é responsável pela custódia de cerca de 17.880 pessoas privadas de liberdade, entre homens e mulheres, distribuídas em 35 unidades penais e um Centro de Detenção Provisória em Mato Grosso do Sul. Paralelamente, o Estado acompanha mais de 5,5 mil monitorados eletronicamente, fiscalizados por uma Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual, com apoio de sete polos regionais.

Dados da Diretoria de Operações da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) mostram a dimensão desse trabalho. Apenas nos nove primeiros meses do ano passado, foram interceptados 144 quilos de entorpecentes antes que chegassem às unidades prisionais. No mesmo período, 365 celulares foram apreendidos, evitando que fossem usados para comandar crimes fora do sistema.

Atualmente, a Polícia Penal é responsável pela custódia e disciplina de cerca de 17.880 pessoas privadas

As operações também resultaram na retirada de quase 3 mil materiais ilícitos, no impedimento de 11 fugas no regime fechado e na frustração de 20 evasões no regime semiaberto. Os números evidenciam o papel estratégico da Polícia Penal no controle interno das unidades e no impacto direto sobre a segurança pública.

A atuação da Polícia Penal não se limita aos presídios. Entre janeiro e setembro de 2025, foram realizadas 17.123 escoltas de internos, garantindo o cumprimento de decisões judiciais e a movimentação segura de custodiados. No mesmo período, ocorreram 4.589 transferências e progressões de regime.

Também foram registradas 1.111 custódias hospitalares, assegurando atendimento médico sob vigilância, além de 30 ações de intervenção e contenção, voltadas à preservação da integridade de servidores e internos. As equipes ainda cumpriram 64 mandados de prisão e regressões de monitorados.

No monitoramento eletrônico, o trabalho seguiu intenso, com 501 fiscalizações e a recuperação de 164 tornozeleiras eletrônicas. O conjunto dessas ações reforça a importância da Polícia Penal como um dos pilares da segurança pública estadual, atuando de forma preventiva e estratégica para reduzir riscos à sociedade.