Perito com 25 anos de carreira volta a comandar a Polícia Científica de MS
Nelson Fermino Júnior reassume coordenação-geral de Perícias em fase de reorganização interna e terá Carlos Idelmar como adjunto
SEGURANÇA PÚBLICACom mais de duas décadas dedicadas ao trabalho pericial, o perito criminal Nelson Fermino Júnior voltou ao comando da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul. Ele foi oficializado como coordenador-geral de Perícias, cargo máximo da estrutura responsável por conduzir o trabalho técnico em todo o Estado. A nomeação foi publicada no Diário Oficial, por meio do Decreto “P” nº 5, assinado pelo governador em exercício, José Carlos Barbosa, e está vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
A escolha de Nelson Fermino Júnior recoloca no topo da Polícia Científica um profissional formado dentro da própria instituição. Ao longo de mais de 25 anos de atuação na área pericial, ele construiu a carreira praticamente toda na perícia criminal sul-mato-grossense, acumulando funções técnicas e administrativas.
Como coordenador-geral de Perícias, ele passa a responder diretamente pela coordenação das atividades da Polícia Científica, que reúne os institutos responsáveis por exames e laudos fundamentais para as investigações criminais e para a produção de provas técnicas no Estado.
A função, ligada à Secretaria de Justiça e Segurança Pública, é estratégica dentro do sistema de segurança pública de Mato Grosso do Sul, já que organiza e orienta o trabalho pericial que dá suporte às polícias e ao Poder Judiciário.
Formação técnica e especialização na área forense - Natural de Bauru, no interior de São Paulo, Nelson Fermino Júnior tem formação acadêmica voltada para a área de ciências exatas e biológicas, base importante para o exercício da atividade pericial. Ele é graduado em Farmácia e Bioquímica e possui pós-graduações em Genética Forense e em Gestão da Segurança Pública.
A combinação de formação laboratorial com especialização em segurança permite uma visão mais ampla do papel da perícia dentro do sistema de justiça criminal. No dia a dia, esse perfil técnico contribui para a condução de análises, interpretação de resultados e definição de protocolos de trabalho que precisam seguir critérios científicos e respeito rigoroso à legalidade.
A carreira de Fermino Júnior na Polícia Científica começou no ano 2000. Desde então, ele passou por diferentes setores e núcleos, sempre dentro da estrutura pericial.
Ele atuou no Núcleo Regional de Criminalística de Naviraí, acumulando experiência em perícias realizadas no interior do Estado. Depois, trabalhou no Núcleo de Perícias Externas do Instituto de Criminalística, unidade responsável pelos atendimentos diretos em locais de crime e outras ocorrências que exigem presença de peritos.
A trajetória também inclui passagem pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses, onde chegou a coordenar uma divisão. Nesse espaço, o trabalho envolve exames especializados, que exigem alto grau de precisão técnica e uso de equipamentos específicos para análise de vestígios.
Ao percorrer essas diferentes frentes, o novo coordenador-geral de Perícias reuniu conhecimento sobre a rotina das unidades regionais, o funcionamento dos institutos e a realidade das equipes que atuam em campo e em laboratório.
Além da atuação diretamente ligada à perícia criminal, Nelson Fermino Júnior construiu uma trajetória consistente na área administrativa da segurança pública estadual. Ele já havia ocupado anteriormente o próprio cargo de coordenador-geral de Perícias, função à qual agora retorna.
Depois dessa primeira passagem pelo comando da Polícia Científica, assumiu postos estratégicos na Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Durante seis anos, dirigiu o Departamento de Apoio às Unidades Regionais, setor que faz a ponte entre a gestão central e as estruturas espalhadas pelo interior do Estado.
Mais recentemente, exercia o cargo de coordenador-geral adjunto da Polícia Científica, posição que ocupou por quase três anos. Nessa função, acompanhou de perto a rotina da coordenação-geral, os desafios estruturais e as demandas dos diferentes institutos, o que agora ajuda na transição para o novo comando.
Nova fase de reorganização interna - O retorno de Fermino Júnior ao topo da Polícia Científica acontece em um cenário descrito como de reorganização interna. A mudança de comando vem acompanhada de ajustes na equipe de direção para a próxima etapa de trabalho.
Como parte dessa nova fase, o Governo do Estado também nomeou Carlos Idelmar de Campos Barbosa para o cargo de coordenador-geral adjunto. Perito médico-legista classe especial, ele deixa a coordenação de uma divisão do Instituto de Medicina e Odontologia Legal para integrar a gestão da Polícia Científica.
A presença de um médico-legista na adjunta e de um perito criminal na coordenação-geral sinaliza a intenção de manter a representação de diferentes áreas da perícia dentro da cúpula da instituição, reunindo experiência tanto em análises de vestígios quanto em exames médico-legais.
Ao assumir oficialmente o comando, Nelson Fermino Júnior destacou o compromisso com a continuidade do trabalho técnico que marca a atuação da Polícia Científica. Segundo ele, a prioridade é avançar na modernização da instituição, sem abrir mão da técnica e do respeito à legalidade que norteiam a atividade pericial.
O novo coordenador também ressaltou a importância da valorização dos profissionais da área, que lidam diariamente com situações complexas, produção de provas e atendimento a ocorrências em todo o território sul-mato-grossense. A ideia é que a nova gestão mantenha o foco na qualificação das equipes e no fortalecimento das condições de trabalho.
A ênfase na técnica e na legalidade reforça a imagem da Polícia Científica como órgão essencial na produção de provas em investigações criminais, em processos judiciais e em procedimentos administrativos. Laudos e pareceres emitidos pelos peritos são usados como base em decisões que impactam diretamente a vida de vítimas, suspeitos e familiares.
A coordenadoria-geral de Perícias é apresentada como o cargo máximo da estrutura da Polícia Científica. Nessa posição, cabe a Nelson Fermino Júnior conduzir o trabalho técnico em todo o Estado e coordenar diretamente as atividades dos institutos que formam a instituição.
Sob essa estrutura estão unidades como o Instituto de Criminalística, o Instituto de Medicina e Odontologia Legal, o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses e o Instituto de Identificação, entre outros setores especializados. A coordenação central busca garantir que os procedimentos sigam padrões técnicos uniformes e estejam alinhados às normas legais e regulamentares.
Com a nova composição da cúpula, o desafio passa a ser organizar essa rede de unidades, distribuídas pela capital e pelo interior, em um momento de reorganização interna. A experiência acumulada por Fermino Júnior na gestão de departamentos e na coordenação adjunta, somada à atuação de Carlos Idelmar de Campos Barbosa como médico-legista, forma a base da nova direção.
As nomeações de Nelson Fermino Júnior para a coordenação-geral de Perícias e de Carlos Idelmar de Campos Barbosa para a coordenação-geral adjunta passam a valer a partir da publicação no Diário Oficial. Os atos seguem a legislação estadual que organiza a carreira e a estrutura da Polícia Científica.
Vinculada à Secretaria de Justiça e Segurança Pública, a coordenadoria-geral de Perícias tem papel fundamental na articulação entre a perícia oficial e os demais órgãos do sistema de segurança. A definição dos nomes para os cargos de comando indica a escolha por profissionais de carreira, com histórico dentro das próprias estruturas da instituição.
Ao retomar o comando com um perito de longa trajetória na casa e um médico-legista de classe especial como adjunto, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul abre uma nova fase de sua história recente, com a promessa de modernização, continuidade técnica e valorização das equipes que atuam na linha de frente da produção de provas periciais.