Redação | 09 de janeiro de 2026 - 12h10

EUA apreendem quinto petroleiro ligado à Venezuela e reforçam bloqueio naval

Navio da chamada "frota fantasma" foi interceptado no Caribe ao tentar transportar petróleo sancionado

TENSÃO GLOBAL
Petroleiro suspeito de transportar petróleo venezuelano sancionado foi apreendido por forças americanas no Caribe - (Foto: André Motta/Petrobras)

Os Estados Unidos apreenderam nesta sexta-feira (9) mais um petroleiro suspeito de transportar petróleo venezuelano sob sanções internacionais, reforçando o bloqueio naval imposto contra as exportações do país. Esta é a quinta embarcação interceptada nas últimas semanas, segundo autoridades americanas.

O navio Olina foi classificado pelo governo dos EUA como parte da chamada “frota fantasma”, utilizada para tentar driblar sanções econômicas. De acordo com a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a embarcação deixou a Venezuela tentando escapar da vigilância americana e acabou abordada a leste do Mar do Caribe.

Em publicação nas redes sociais, Noem afirmou que a Guarda Costeira dos Estados Unidos seguirá apreendendo petroleiros sujeitos a sanções, com o objetivo de fazer cumprir leis americanas e internacionais. Segundo ela, a ação busca cortar fontes de financiamento de atividades ilícitas, incluindo o narcoterrorismo.

A nova apreensão ocorre poucos dias após forças americanas assumirem o controle de dois outros petroleiros ligados à Venezuela, o M/T Sophia e o Marinera, anteriormente chamado Bella 1, interceptados na quarta-feira (7).

O cerco às exportações venezuelanas se intensificou desde a captura de Nicolás Maduro, no sábado (3), pelas forças dos Estados Unidos. Desde então, o governo do presidente Donald Trump tem aumentado a pressão sobre o setor de energia do país sul-americano, principal fonte de receita da Venezuela.

Na terça-feira (6), Trump afirmou que a Venezuela começaria a enviar petróleo aos Estados Unidos, o que representaria uma concessão relevante por parte dos novos líderes venezuelanos. O governo de Caracas, até o momento, não comentou a declaração.

Segundo Trump, entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo — volume equivalente a cerca de dois meses de produção — poderiam ser transferidos. Caso a operação se confirme, o valor estimado da carga varia entre US$ 1,8 bilhão e US$ 3 bilhões, com base nos preços atuais do mercado. Não há confirmação se a Venezuela receberia compensação financeira direta.

O presidente americano afirmou que pretende controlar os lucros da exploração, alegando que os recursos seriam usados em benefício dos povos venezuelano e norte-americano. Enquanto isso, o bloqueio parcial imposto pelos EUA continua a restringir as exportações de energia da Venezuela, ampliando o impacto econômico sobre o país.