Vanessa Araujo | 06 de janeiro de 2026 - 19h45

Laudo da PF aponta Bolsonaro consciente e sem déficit neurológico após queda em cela

Relatório enviado ao STF indica ferimentos leves; Moraes avalia pedido para exames fora do presídio

EX-PRESIDENTE
Relatório da Polícia Federal foi enviado ao STF após queda de Jair Bolsonaro em cela. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Um relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF) e encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira (6), após sofrer uma queda durante a noite na cela onde está custodiado, em Brasília.

O documento foi solicitado por Moraes depois que a defesa pediu autorização para que Bolsonaro realizasse exames em um hospital particular. Com base nas informações iniciais, o ministro avaliou que não há necessidade de remoção imediata, mas determinou que a PF junte aos autos o laudo médico completo e que os advogados detalhem quais procedimentos pretendem realizar.

Segundo a Polícia Federal, Bolsonaro apresentou lesão superficial cortante no rosto e no pé esquerdo, além de mobilidade e sensibilidade preservadas nos membros superiores e inferiores. O relatório também registra que o ex-presidente demonstrou leve desequilíbrio ao ficar em pé, sem outros sinais clínicos relevantes no momento da avaliação.

Ainda conforme o documento, Bolsonaro relatou tontura ao longo do dia e episódios de soluços intensos durante a noite. A defesa sustenta que o conjunto de sintomas, somado à queda, justifica a realização de exames de imagem e avaliações neurológicas mais detalhadas.

Após o despacho do ministro, os advogados apresentaram um pedido médico solicitando tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame utilizado para analisar a atividade elétrica do cérebro. A decisão sobre a realização dos procedimentos fora da unidade prisional ficará a cargo de Alexandre de Moraes.