Por que ler importa? Livros fundamentais para formar olhar crítico e sensível
Em data que celebra o hábito de ler, especialista reforça que a leitura amplia a empatia, a autonomia e o olhar crítico sobre o mundo
LITERATURACelebrado na próxima quarta-feira (7), o Dia do Leitor é um convite à reflexão sobre o papel da leitura na formação intelectual, emocional e social das pessoas. Mais do que um hábito, ler é um ato de transformação, capaz de ampliar repertórios, despertar a empatia e fortalecer a capacidade de compreender o mundo sob múltiplas perspectivas.
Para a coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, Renata Lima, incentivar a leitura desde cedo é uma das escolhas mais poderosas para o desenvolvimento humano.
“Ler é uma forma de construir autonomia porque amplia o repertório simbólico e oferece instrumentos para nomear, organizar e questionar o mundo. É pela linguagem que o pensamento ganha densidade e que o sujeito aprende a transitar entre diferentes perspectivas”, afirma a educadora. Segundo ela, o vínculo com os livros, quando cultivado desde a infância, cria leitores capazes de sustentar aprendizagens ao longo da vida. “A leitura forma indivíduos mais atentos, críticos e empáticos”, resume.
Os 20 livros essenciais indicados:
Autores brasileiros Obra Descrição Clarice Lispector A Hora da Estrela (1977) A história de Macabéa, uma jovem nordestina invisível à sociedade, em busca de sentido e reconhecimento. Rachel de Queiroz As Três Marias (1939) Retrato do amadurecimento de três amigas e dos desafios da mulher no Brasil do século XX. Jorge Amado Capitães da Areia (1937) Meninos abandonados em Salvador enfrentam a pobreza e sonham com liberdade. João Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas (1956) Uma viagem filosófica e poética pelo sertão e pela alma humana. José de Alencar Iracema (1865) Romance indianista que simboliza o encontro entre culturas indígena e europeia. Mário de Andrade Macunaíma (1928) A saga do “herói sem nenhum caráter”, símbolo das múltiplas identidades do brasileiro. Machado de Assis Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) O defunto-autor revisita a própria vida com ironia e crítica à sociedade imperial. Euclides da Cunha Os Sertões (1902) Relato sobre Canudos que mistura literatura e jornalismo em denúncia social. Carolina Maria de Jesus Quarto de Despejo (1960) Diário real que expõe a dura rotina de uma mulher negra e favelada em São Paulo. Graciliano Ramos Vidas Secas (1938) A luta de uma família sertaneja contra a fome, a seca e a opressão.Autores estrangeiros Obra Descrição Isabel Allende A Casa dos Espíritos (1982) Saga familiar que atravessa gerações e retrata a história política da América Latina. Franz Kafka A Metamorfose (1915) O drama de Gregor Samsa, homem que desperta transformado em inseto. George Orwell A Revolução dos Bichos (1945) Alegoria política sobre poder, corrupção e tirania. Gabriel García Márquez Cem Anos de Solidão (1967) A saga da família Buendía em Macondo, símbolo da solidão e da memória coletiva. Miguel de Cervantes Dom Quixote (1605) O fidalgo sonhador que luta contra moinhos e inspira gerações com sua utopia. José Saramago Ensaio sobre a Cegueira (1995) Uma epidemia de cegueira revela o colapso moral e ético da sociedade. Mary Shelley Frankenstein (1818) O clássico da ficção científica sobre criação, rejeição e responsabilidade. Anne Frank O Diário de Anne Frank (1947) Relato comovente de uma adolescente judia durante o Holocausto. Antoine de Saint-Exupéry O Pequeno Príncipe (1943) Uma fábula poética sobre amor, amizade e essência da vida. Jane Austen Orgulho e Preconceito (1813) Romance sobre amor, classe e independência feminina na Inglaterra do século XVIII.