Governo de Cuba informa que 32 agentes morreram durante captura de Maduro
Havana diz que vítimas atuavam em missão oficial na Venezuela; País decretou dois dias de luto
INTERNACIONALGoverno de Cuba informou na noite de domingo (04) que 32 cidadãos cubanos morreram durante bombardeios realizados por forças dos Estados Unidos em Caracas, no sábado (03). A ação militar antecedeu a operação que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Segundo comunicado oficial transmitido pela televisão estatal cubana, os mortos integravam missões vinculadas às Forças Armadas Revolucionárias e ao Ministério do Interior de Cuba. De acordo com o governo, a atuação ocorreu a pedido de autoridades venezuelanas. Os nomes e as funções exercidas pelos agentes não foram divulgados.
Na nota, Havana classificou a ofensiva norte-americana como “terrorismo de Estado” e responsabilizou Washington pelas mortes. O texto afirma que os cubanos estavam em solo venezuelano no cumprimento de tarefas oficiais e que o ataque violou acordos e normas internacionais.
Em resposta ao episódio, o governo cubano decretou luto oficial de dois dias. Durante o período, as bandeiras do país permanecerão a meio mastro e eventos públicos foram suspensos. A medida, segundo as autoridades, busca homenagear os mortos e marcar posição diante do que considera uma agressão externa.
Aliado político de Nicolás Maduro, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel voltou a criticar os Estados Unidos após a divulgação das mortes. Em declaração pública, afirmou que o governo norte-americano segue tratando a América Latina como seu “quintal”, em referência à histórica interferência dos EUA na região.