Agência Brasil | 04 de janeiro de 2026 - 08h10

Rio abre pré-carnaval com mais de 70 blocos nas ruas neste domingo

Concentração não oficial marca início da temporada com programação no centro da cidade

RIO DE JANEIRO
Blocos de rua tomam o Centro do Rio na abertura do Carnaval Não Oficial neste domingo. - (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Mesmo com o carnaval marcado para fevereiro, o Rio de Janeiro já entra no clima da folia neste domingo (04) com a abertura do chamado Carnaval Não Oficial. A cidade recebe mais de 70 blocos distribuídos pelo Centro e por bairros das zonas Sul e Norte, em uma programação que começa pela manhã e segue até a noite.

A concentração dos blocos começa a partir das 8h, com apresentações espalhadas por praças, ruas históricas e espaços culturais, sobretudo na região central, enquanto ao longo do dia blocos parados e com cortejo ocupam diferentes pontos da cidade, reunindo moradores e turistas

O principal momento da programação ocorre no fim da tarde, com o grande cortejo do Cordão do Boi Tolo, que reúne dezenas de blocos em um desfile coletivo com trajeto pelo Centro, Aterro do Flamengo, Botafogo e Copacabana

Carnaval Não Oficial

O Carnaval Não Oficial surgiu como uma reação à regulamentação municipal adotada a partir de 2009, quando passou a ser exigida autorização prévia para a realização dos blocos de rua. Desde então, parte dos coletivos optou por manter uma organização independente, baseada na ocupação espontânea dos espaços públicos e na tradição histórica do carnaval de rua.

A Desliga dos Blocos atua como um movimento de articulação entre esses coletivos, sem caráter organizador formal. A adesão à programação é voluntária, e o alinhamento ocorre apenas para evitar conflitos de horário e local entre os blocos participantes.

Além da dimensão cultural, o carnaval de rua já está integrado à dinâmica econômica do Rio de Janeiro. A festa movimenta setores como turismo, comércio informal, bares e restaurantes, além de promover a ocupação contínua do Centro da cidade, especialmente em áreas que passaram por esvaziamento nos últimos anos.