Felipe Frazão | 03 de janeiro de 2026 - 14h50

Lula convoca reunião emergencial após ataque dos EUA e captura de Maduro

Presidente condena ação americana e diz que governo monitora fronteira com a Venezuela

CRISE INTERNACIONAL
Lula comandou reunião emergencial para discutir ataque dos EUA à Venezuela - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou neste sábado (3), por videoconferência, uma reunião emergencial do governo federal para discutir os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Diante da escalada da crise, Lula determinou a convocação de um novo encontro para o fim da tarde, com o objetivo de atualizar as informações e avaliar possíveis desdobramentos.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, participaram da reunião o chanceler Mauro Vieira, o ministro da Defesa, José Múcio, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

De acordo com o Itamaraty, Lula reiterou aos integrantes do governo o conteúdo de uma manifestação feita mais cedo em suas redes sociais, na qual condenou a ofensiva promovida pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente brasileiro classificou a ação como inédita e criticou tanto o ataque militar quanto a captura de Maduro e de Cilia Flores.

Durante a reunião, o ministro da Defesa relatou que, até o momento, não há registro de movimentação anormal na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, especialmente na região de Pacaraima, em Roraima. Segundo José Múcio, o fluxo na fronteira segue sendo monitorado pelas autoridades locais, em articulação com o governo estadual.

O chanceler Mauro Vieira apresentou um panorama das conversas mantidas com ministros de outros países ao longo do dia sobre a ofensiva americana. A chancelaria informou que, até agora, não há relatos de brasileiros feridos ou diretamente afetados pela operação militar.

Ainda segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Caracas acompanha de perto a situação interna da Venezuela e mantém contato com autoridades locais, diante da instabilidade política e das incertezas provocadas pela ação dos Estados Unidos.

O governo brasileiro reforçou que seguirá atento aos impactos regionais do conflito, sobretudo em relação à segurança da fronteira e à proteção de cidadãos brasileiros que vivem ou estão no país vizinho.