03 de janeiro de 2026 - 12h30

Sem Mbappé, Real Madrid aposta em Rodrygo para reagir contra o Betis em La Liga

Equipe de Xabi Alonso tenta se recuperar no início de 2026 em meio a lesão do francês, pressão da torcida e distância para o Barcelona

FUTEBOL ESPANHOL
Rodrygo deve ganhar mais espaço no ataque do Real Madrid após a lesão de Mbappé - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O Real Madrid inicia 2026 pressionado por resultados e por desempenho. Depois de encerrar o último ano atrás do Barcelona em La Liga e em clima de desconfiança com a torcida, o time entra em campo neste domingo (12h15, horário de Brasília), contra o Real Betis, no Santiago Bernabéu, tentando retomar o equilíbrio sem seu principal jogador do momento. Kylian Mbappé sofreu uma entorse no joelho esquerdo e será desfalque nos próximos jogos.

A ausência do atacante francês abre espaço para mudanças no setor ofensivo e recoloca Rodrygo como uma das principais alternativas do técnico Xabi Alonso. Titular em boa parte da temporada passada sob o comando de Carlo Ancelotti, o brasileiro perdeu espaço com a troca no banco, mas deve voltar a ganhar minutos justamente em um momento decisivo do calendário.

“Precisamos dele, como de todos os outros, para suprir a ausência de Kylian. Ainda não sabemos por quanto tempo”, afirmou Xabi Alonso em entrevista coletiva neste sábado. O treinador destacou a versatilidade do atacante e o bom momento apresentado no fim da última temporada. “O Rodry pode jogar em qualquer uma das três posições no ataque. Ele terminou a temporada em ótima forma, com três ou quatro boas partidas, e tivemos uma boa impressão dele.”

Além da lesão de Mbappé, o Real Madrid também não conta mais com Endrick, que foi emprestado ao Lyon. A saída do jovem brasileiro gerou questionamentos, já que o clube passa por um período de escassez de opções ofensivas e vê outros nomes do ataque sob contestação, entre eles Vini Jr., cobrado por atuações mais decisivas.

Xabi Alonso, no entanto, tratou de defender a decisão do clube. Segundo ele, o planejamento vai além do impacto imediato na equipe. “Devemos nos concentrar não apenas no curto prazo, mas também no médio prazo. A decisão foi tomada e não há como voltar atrás. Iremos para a Supercopa com muita confiança nos jogadores que temos”, disse o treinador.

O espanhol explicou que Endrick, acionado por apenas 99 minutos na atual temporada, precisava de mais espaço para se desenvolver. “Neste momento da carreira, ele precisa jogar. E eu entendo por que o clube quis investir nele a médio prazo para que ele possa crescer como jogador. Se isso permitir que ele evolua, o Real Madrid está fazendo um ótimo trabalho”, afirmou. Alonso garantiu ainda que o atacante seguirá sendo acompanhado de perto pela comissão técnica.

O cenário do clube merengue é delicado. Vice-líder de La Liga, o Real soma 42 pontos e pode entrar em campo neste domingo com uma diferença ainda maior para o líder. Caso o Barcelona vença o Espanyol no clássico deste sábado, a distância chegará a sete pontos. A situação aumenta a pressão por uma reação imediata, especialmente jogando em casa.

Além do compromisso pelo Campeonato Espanhol, o Real Madrid também tem pela frente a Supercopa da Espanha. A equipe enfrenta o Atlético de Madrid na semifinal, na próxima quinta-feira (8), e pode disputar a final no domingo (11), caso avance. O torneio aparece como uma oportunidade de resposta rápida em meio às críticas e à instabilidade no início do ano.

Sem Mbappé e com o elenco sendo testado, a aposta em Rodrygo simboliza mais do que uma simples mudança de escalação. Representa a tentativa de reencontrar soluções internas em um momento de transição e de cobrança elevada, tanto no cenário nacional quanto entre os próprios torcedores.