André Carlos Zorzi | 02 de janeiro de 2026 - 12h45

Polêmicas de 2025 envolvendo famosos seguem sem desfecho e devem avançar no próximo ano

Prisões, disputas judiciais e controvérsias no entretenimento marcaram o ano e continuam em andamento

CELEBRIDADES
Casos envolvendo celebridades marcaram 2025 e ainda aguardam desfechos na Justiça - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O ano de 2025 foi marcado por uma série de polêmicas envolvendo personalidades conhecidas do público, com repercussão intensa nas redes sociais, na imprensa e no meio artístico. Em comum, esses episódios ainda não tiveram um desfecho definitivo e seguem cercados de expectativas sobre novos capítulos. De investigações criminais a disputas judiciais e controvérsias no cinema e na publicidade, os casos devem continuar no centro das atenções nos próximos meses.

Um dos episódios de maior impacto foi a prisão do influenciador Hytalo Santos, que ganhou projeção nacional após seu nome ser associado a denúncias envolvendo menores de idade. O caso veio à tona depois que um vídeo do youtuber Felca, tratando do tema da “adultização”, viralizou nas redes sociais em agosto de 2025. A partir da repercussão, conteúdos antigos de Hytalo passaram a ser questionados, o que motivou investigações.

Hytalo foi detido ao lado do marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, e posteriormente transferido para um presídio na Paraíba. Ambos são acusados de crimes como tráfico de pessoas e exploração sexual infantil. Eles negam as acusações. Em dezembro, os dois se tornaram réus após denúncia do Ministério Público do Trabalho por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão. A defesa afirmou que as acusações se baseiam em informações “desconectadas da realidade”. Apesar de continuarem presos, ainda não há data definida para o julgamento.

Outra controvérsia que ganhou grande repercussão envolve a ex-assistente de palco Juliana Oliveira e o apresentador Otávio Mesquita. Juliana, que integrava o elenco fixo do programa The Noite, do SBT, acusou Mesquita de estupro durante a gravação de uma esquete exibida em abril de 2016. Segundo o relato, o apresentador, fantasiado de Batman, teria apalpado e agarrado a humorista durante a encenação.

A denúncia só se tornou pública em 2025, após Juliana deixar a emissora. Otávio Mesquita negou as acusações, e o vídeo com a cena segue disponível no canal oficial do programa no YouTube. O caso passou a ser acompanhado de perto pela imprensa. Recentemente, a Justiça negou o pedido de gratuidade processual feito por Juliana e também rejeitou a ação de indenização por danos morais movida por Mesquita. O processo segue em andamento e ainda não foi concluído.

No cenário internacional, a atriz Sydney Sweeney também esteve no centro de uma polêmica que ultrapassou o universo da publicidade e impactou sua carreira no cinema. Em julho, a American Eagle Outfitters lançou uma campanha estrelada pela atriz com o slogan “Sydney Sweeney has great jeans”. A frase gerou interpretações controversas por parte do público, que associou a pronúncia da palavra “jeans” a “genes”, levantando acusações de suposta apologia à eugenia.

A repercussão foi ampliada após a divulgação de que a atriz é filiada ao Partido Republicano dos Estados Unidos, o mesmo do então presidente Donald Trump, que chegou a comentar a campanha de forma favorável. No mês seguinte, os filmes Americana e Christy, estrelados por Sweeney, tiveram desempenho abaixo do esperado nas bilheterias, o que parte do público atribuiu à controvérsia.

No fim de 2025, a atriz se pronunciou afirmando ter sido surpreendida pela reação negativa. “Eu fiz aquilo porque amo jeans e amo a marca. Não apoio as visões que algumas pessoas escolheram conectar à campanha”, declarou. Com novos projetos previstos, como A Empregada e a próxima temporada de Euphoria, a expectativa é que o debate volte à tona conforme os lançamentos avancem.

No Brasil, outro caso que chamou atenção foi a disputa judicial envolvendo Dona Ruth Moreira, mãe da cantora Marília Mendonça, e o cantor Murilo Huff, pai de Leo, filho da artista. Após a morte de Marília, em 2021, a relação entre os dois aparentava ser tranquila. Em 2025, porém, Huff entrou com pedido de guarda da criança.

Os advogados do cantor alegaram “situações alarmantes” e acusaram Dona Ruth de alienação parental. Em julho, uma decisão liminar concedeu a guarda provisória a Murilo Huff, estabelecendo visitas quinzenais à avó. Em entrevista ao programa Fantástico, Dona Ruth afirmou que a conta bancária referente à herança de Leo estaria bloqueada e negou ter omitido informações sobre o uso de medicamentos do menino. Até o momento, não há confirmação de acordo ou encerramento do processo.

Também teve repercussão internacional a condenação do humorista Léo Lins. Ele foi sentenciado a oito anos de prisão, além de multa equivalente a 1.170 salários mínimos e pagamento de R$ 303 mil por danos morais coletivos, em razão de um show publicado no YouTube em 2022. Apesar da condenação, Léo Lins responde em liberdade enquanto a defesa recorre da decisão.

O caso dividiu opiniões dentro e fora do meio artístico, com manifestações a favor e contra a sentença. O advogado do humorista afirmou confiar na reversão da condenação em segunda instância. A expectativa é que o processo tenha novos desdobramentos ao longo de 2026.

As polêmicas que marcaram 2025 mostram como o ano foi intenso para o universo das celebridades e do entretenimento. Sem desfechos definidos, esses casos seguem no radar do público e da imprensa, prometendo continuar em evidência no próximo ano.