Redação O Estado de S. Paulo | 31 de dezembro de 2025 - 21h15

Trump recua e suspende envio da Guarda Nacional a grandes cidades

Presidente diz que desistência é temporária e atribui decisão a entraves legais contra a medida

EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 31, que decidiu suspender, ao menos por enquanto, a tentativa de enviar tropas da Guarda Nacional para cidades como Chicago, Los Angeles e Portland. O recuo ocorre após obstáculos legais que impediram o avanço da medida, anunciada como parte de uma estratégia de endurecimento no combate ao crime e à imigração.

A decisão foi comunicada pelo próprio presidente em uma postagem nas redes sociais. Trump afirmou que está retirando as tropas “por enquanto”, mas deixou claro que não descarta retomar a iniciativa no futuro. “Voltaremos, talvez de uma forma muito diferente e mais forte, quando o crime começar a aumentar novamente — é apenas uma questão de tempo!”, escreveu.

Segundo informações da Associated Press, parte das tropas já havia deixado Los Angeles, para onde foram enviadas no início do ano como parte de uma ofensiva mais ampla do governo federal. Em Chicago e Portland, apesar do anúncio oficial, os militares da Guarda Nacional sequer chegaram a atuar nas ruas, diante de questionamentos e decisões judiciais que barraram a iniciativa.

As administrações locais e entidades civis questionaram a legalidade da medida, alegando abuso de poder federal e violação da autonomia dos estados e municípios, o que levou à judicialização do caso.

Trump transformou o discurso de repressão ao crime urbano em um dos principais eixos de seu segundo mandato. O presidente tem reiterado críticas a grandes cidades governadas por adversários políticos, acusando-as de leniência com a criminalidade e de falhas na política migratória.

Nos bastidores, o governo avalia alternativas jurídicas para contornar a resistência nos tribunais. Trump já mencionou a possibilidade de invocar a Lei da Insurreição, instrumento que amplia os poderes do presidente para mobilizar forças federais dentro do país em situações de grave desordem.