Redação | 30 de novembro de 2025 - 15h00

Hytalo Santos tenta justificar vídeos com adolescentes e diz que tinham 'caráter cultural'

Declaração de Hytalo Santos contradiz investigação que aponta esquema de abuso de vulneráveis; Justiça mantém prisão do casal

JUSTIÇA
Hytalo Santos diz que vídeos com adolescentes tinham "caráter cultural" - (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Imagens do depoimento de Hytalo Santos, influenciador digital preso desde agosto por envolvimento em crimes sexuais contra adolescentes, serão divulgadas neste domingo (30) pelo programa Fantástico, da TV Globo. No material, ele tenta justificar as gravações feitas com menores de idade, alegando às autoridades que o conteúdo tinha "caráter cultural".

A declaração confronta diretamente as conclusões da investigação conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que aponta Hytalo como um dos líderes de um esquema de exploração sexual de adolescentes. Ele está preso na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa (PB), junto com o marido, Israel Nata Vicente, conhecido nas redes sociais como Euro.

O casal responde a um processo criminal que envolve acusações de tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição e produção de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Na última sexta-feira (28), o Tribunal de Justiça da Paraíba rejeitou mais um pedido de soltura. A defesa argumentava que o caso deveria ser analisado pela Justiça Federal, mas o juiz responsável manteve a prisão preventiva, classificando a alegação como repetitiva.

O caso está sob investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPPB, que aponta a existência de um esquema estruturado para atrair adolescentes com promessas de fama nas redes sociais, dinheiro, cirurgias estéticas e outros benefícios. Os jovens, em situação de vulnerabilidade social, eram aliciados e submetidos a controle rígido de rotina, segundo o MP.

Além das denúncias criminais, o Ministério Público também move ação de reparação por danos coletivos, pedindo uma indenização no valor de R$ 10 milhões. Os promotores relatam que, além da produção de material com conotação sexual, os adolescentes eram tatuados com símbolos relacionados à submissão, o que reforça a gravidade das acusações.

O caso tem gerado ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional, especialmente pelo uso da influência digital como instrumento para atrair vítimas. Hytalo e Euro acumulavam milhares de seguidores e vendiam uma imagem de luxo e ascensão social, que teria sido usada como isca para cooptar os adolescentes.Imagens do depoimento de Hytalo Santos, influenciador digital preso desde agosto por envolvimento em crimes sexuais contra adolescentes, serão divulgadas neste domingo (30) pelo programa Fantástico, da TV Globo. No material, ele tenta justificar as gravações feitas com menores de idade, alegando às autoridades que o conteúdo tinha "caráter cultural".

A declaração confronta diretamente as conclusões da investigação conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que aponta Hytalo como um dos líderes de um esquema de exploração sexual de adolescentes. Ele está preso na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa (PB), junto com o marido, Israel Nata Vicente, conhecido nas redes sociais como Euro.

O casal responde a um processo criminal que envolve acusações de tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição e produção de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Na última sexta-feira (28), o Tribunal de Justiça da Paraíba rejeitou mais um pedido de soltura. A defesa argumentava que o caso deveria ser analisado pela Justiça Federal, mas o juiz responsável manteve a prisão preventiva, classificando a alegação como repetitiva.

O caso está sob investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPPB, que aponta a existência de um esquema estruturado para atrair adolescentes com promessas de fama nas redes sociais, dinheiro, cirurgias estéticas e outros benefícios. Os jovens, em situação de vulnerabilidade social, eram aliciados e submetidos a controle rígido de rotina, segundo o MP.

Além das denúncias criminais, o Ministério Público também move ação de reparação por danos coletivos, pedindo uma indenização no valor de R$ 10 milhões. Os promotores relatam que, além da produção de material com conotação sexual, os adolescentes eram tatuados com símbolos relacionados à submissão, o que reforça a gravidade das acusações.

O caso tem gerado ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional, especialmente pelo uso da influência digital como instrumento para atrair vítimas. Hytalo e Euro acumulavam milhares de seguidores e vendiam uma imagem de luxo e ascensão social, que teria sido usada como isca para cooptar os adolescentes.