Com motor novo e visual renovado, Fiat Toro 2026 mantém o fôlego e segue forte no mercado
Picape da Fiat estreia motor 2.2 turbodiesel, recebe freio eletrônico e segue confortável como sempre, mesmo com sinais da idade
FÔLEGO RENOVADOA Fiat Toro 2026 apareceu com cara de Fiat europeu. Ganhou frente nova, lanternas redesenhadas e freio de estacionamento eletrônico. Por dentro, quase tudo continua no mesmo lugar, mas o que importa é que, na prática, ela continua sendo uma picape bem acertada.
O modelo testado foi a versão Ranch 2.2 TD, que traz o novo motor turbodiesel de 200 cavalos e 45,9 kgfm. O câmbio é automático de nove marchas, com tração integral sob demanda. A principal novidade está mesmo no conjunto mecânico, que tornou a picape mais forte e mais econômica.
O carro avaliado nesta matéria foi cedido pela montadora ao Jornal da Crítica, onde ficou estacionado durante os dias de teste. Rodamos com ele pelas ruas de Campo Grande e também pelas estradas de Mato Grosso do Sul, passando por trechos urbanos, vias duplicadas e alguns caminhos de terra. A experiência foi positiva em todos os cenários.
Na cidade, o consumo foi de 11,3 km/l. Na estrada, o número subiu para 16,2 km/l. Tudo isso com tração integral ativada e pneus de uso misto. O motor novo é uma evolução do antigo 2.0 e fez diferença nas arrancadas, ultrapassagens e retomadas.
Visualmente, a frente da Toro foi atualizada. Agora lembra os modelos da Fiat vendidos na Europa, como o Grande Panda. Os faróis são full LED, com assinatura em estilo pixel. A traseira ganhou lanternas translúcidas. As laterais continuam as mesmas, mantendo o desenho original de 2016.
Por dentro, o banco marrom em couro exclusivo da versão Ranch dá um toque de sofisticação. O acabamento, porém, ainda mistura materiais simples com detalhes cromados em excesso. Nada mudou nos comandos, botões e alavancas. Alguns plásticos nas portas ainda mostram rebarbas e pequenos ruídos foram notados no painel.
A posição de dirigir é um dos pontos altos. O volante tem regulagem de altura e profundidade, e o banco do motorista vem com ajuste elétrico. A suspensão continua eficiente, filtrando bem os buracos sem prejudicar a estabilidade. A direção elétrica é leve na cidade e firme na estrada. A experiência ao volante é mais próxima de um SUV do que de uma picape tradicional.
O novo motor 2.2, chamado de Pratola Serra, é fabricado pela Stellantis e já equipa outros modelos do grupo. Ele entrega respostas mais rápidas, mesmo com o aumento do peso total da picape. A recalibração do câmbio ajudou a manter o desempenho, mesmo com os 1.910 kg em ordem de marcha.
A Toro também passou a contar com freios a disco nas quatro rodas em todas as versões e freio eletrônico com função Auto Hold. Esse era o último modelo da base Small Wide ainda com alavanca tradicional.
Ficou devendo apenas o ACC, o piloto automático adaptativo. É o único da base que não oferece esse item, que já é padrão em modelos como Compass e Commander.
Mesmo assim, a Fiat Toro 2026 segue como uma picape completa, com bom nível de conforto, desempenho eficiente e visual atualizado. A concorrência cresce, mas a Toro ainda entrega um bom pacote, especialmente para quem busca um veículo para cidade e estrada, com espaço de sobra e jeito de SUV.