Pela primeira vez, Campo Grande recebe competição regional de robótica com equipes de MS e Bahia
Campo Grande sedia pela primeira vez torneio regional com mais de 360 estudantes de MS e BA
TECNOLOGIAO ginásio Moreninho, em Campo Grande, se transformou em um universo de criatividade, cores e tecnologia. Nesta sexta-feira (28 de novembro), teve início o Festival Regional Sesi de Robótica, evento inédito em Mato Grosso do Sul que reuniu mais de 360 estudantes divididos em 38 equipes de escolas do estado e da Bahia. As disputas seguem até este sábado, 29, e valem vaga para a etapa nacional.
Além do número recorde de participantes, esta edição marca a estreia da capital sul-mato-grossense como sede de um torneio regional da modalidade. Também é a primeira vez que escolas públicas participam da competição no estado. No total, cinco municípios estão representados na FIRST LEGO League Challenge (FLLC), uma das principais categorias do circuito.
A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades, representantes do Sesi nacional e da Fiems. Para o superintendente regional do Sesi, Régis Borges, o torneio vai além das arenas de robôs e dos desafios técnicos. Ele destaca que a proposta é preparar os jovens para a vida profissional com base em valores humanos e desafios reais.
“São problemas que envolvem meio ambiente, economia, uso inteligente de recursos. Os estudantes criam soluções usando a robótica como ferramenta. Estamos desenvolvendo pessoas com habilidades e competências que o mercado de trabalho já exige”, afirmou.
A programação também inclui as demais categorias da temporada global 2025, inspirada no tema “FIRST AGE – Inspired by Archaeology”, que convida os jovens a olhar para o passado e usá-lo como fonte de inovação. Além da FLLC, o público confere as modalidades FTC (FIRST Tech Challenge), FRC (FIRST Robotics Competition) e STEM Racing (nova versão do antigo F1 in Schools).
Com entrada gratuita, o festival une educação, ciência, tecnologia e valores humanos, como destacou Marcos Sousa, coordenador nacional do programa FLLC do Sesi. Segundo ele, o torneio é uma oportunidade de aprendizado coletivo, com base em cooperação e competição.
“Robôs e arenas são só o pretexto. O que vale aqui são os valores, o respeito, a honestidade. Esse é o convite da robótica: sermos melhores hoje do que fomos ontem”, disse.