Fumacê será aplicado em quatro bairros de Campo Grande nesta sexta-feira
Leblon, Caiçara, Taveirópolis e Amambaí recebem inseticida contra o Aedes aegypti das 16h às 22h
SAÚDE PÚBLICAA Prefeitura de Campo Grande realiza nesta sexta-feira (29), das 16h às 22h, mais uma etapa do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. O trabalho será intensificado com a passagem dos veículos de borrifação conhecida como "Fumacê" em quatro bairros da cidade: Leblon, Caiçara, Taveirópolis e Amambaí.
A ação faz parte das estratégias da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), para reduzir a população do mosquito na capital sul-mato-grossense. A escolha dos bairros é baseada em dados epidemiológicos que indicam maior incidência ou risco de proliferação do Aedes aegypti.
Como funciona a aplicação do 'Fumacê'
A borrifação utiliza a técnica de Ultra Baixo Volume (UBV), que permite a dispersão de uma fina névoa de inseticida pelo ar. Esse método tem como alvo principal os mosquitos adultos, especialmente as fêmeas, que são as responsáveis pela transmissão das arboviroses.
Segundo a Sesau, para que a aplicação seja mais eficaz, é fundamental que os moradores colaborem abrindo portas e janelas durante a passagem do veículo. Dessa forma, o inseticida consegue alcançar os ambientes internos das casas, locais onde o mosquito costuma se esconder.
Clima pode interferir
A aplicação está programada para acontecer mesmo durante o fim da tarde e início da noite, horários em que o Aedes aegypti está mais ativo. No entanto, a Sesau alerta que as atividades podem ser suspensas em caso de chuva, ventos fortes ou neblina. Essas condições climáticas reduzem a eficácia do produto e comprometem a segurança da operação.
Aplicação criteriosa
Embora o inseticida seja direcionado ao Aedes aegypti, ele pode atingir também outras espécies de insetos. Por isso, a aplicação é feita de forma controlada e técnica, visando minimizar impactos ao meio ambiente e à saúde pública.
A iniciativa se soma a outras ações realizadas ao longo do ano, como visitas domiciliares, orientações à população e eliminação de criadouros. A participação da comunidade, no entanto, segue sendo essencial para o sucesso do combate à dengue e demais doenças transmitidas pelo mosquito.