Lula afirma que Tarcísio de Freitas "Não é Nada" sem Bolsonaro e questiona possível candidatura
Presidente responde a pesquisa sobre Tarcísio e reafirma sua posição como "candidato competitivo" de São Paulo
POLÍTICA EM DEBATEEm entrevista à rádio Itatiaia, na sexta-feira, 29 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando que o político "não é nada" sem o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula também afirmou que Tarcísio seguirá as orientações de Bolsonaro em 2026, caso decida concorrer ao Planalto.
"Temos que reconhecer que o Bolsonaro tem uma força no setor de extrema-direita muito forte. Ele (Tarcísio) vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Sem o Bolsonaro ele não é nada", disse o presidente durante a entrevista em Minas Gerais.
O comentário de Lula ocorre após a divulgação de uma pesquisa Atlas/Bloomberg na quinta-feira, 28 de agosto, que apontou Tarcísio numericamente à frente do presidente nas simulações de um possível segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Questionado sobre os resultados da pesquisa, Lula minimizou a importância da sondagem. "É muito cedo para analisar pesquisa. A história está cheia de gente que seria eleita presidente no ano anterior e quando concorre não tem nenhum voto. Não é fácil ser candidato em um País megadiverso como o Brasil, de culturas muito diferentes", afirmou.
Lula também comentou sobre a possibilidade de Tarcísio de Freitas se lançar como candidato à presidência em 2026, ressaltando a tradição de São Paulo ter candidatos competitivos. Porém, ele fez questão de destacar que ele mesmo é o "candidato competitivo" do estado: "São Paulo sempre pode ter um candidato competitivo. Tem 44 milhões de habitantes. É o Estado mais industrializado, mais rico, que tem mais infraestrutura. Sempre pode ter candidato. Nem sempre dá certo. (Orestes) Quércia tentou ser, não foi. Ulysses Guimarães tentou ser, não foi. (Paulo) Maluf tentou, não foi. Eu sou paulista também, o candidato competitivo em São Paulo sou eu. Moro em São Paulo desde 1952", disse Lula.