Alemanha, França e Reino Unido ativam "snapback" para reimpor sanções ao Irã
Sanções podem ser implementadas já em outubro, congelando ativos iranianos e agravando a crise econômica do país
TENSÃO INTERNACIONALAlemanha, França e Reino Unido avançaram no processo de “snapback” para reimpor sanções da ONU ao Irã, em resposta ao seu programa nuclear. O movimento ocorre após ataques a locais atômicos iranianos, intensificando o isolamento de Teerã. O processo, que foi projetado para ser à prova de veto na ONU, pode entrar em vigor já em outubro, congelando ativos iranianos no exterior e impondo novas medidas econômicas contra um país que já enfrenta sérias dificuldades econômicas.
A medida abre um prazo de 30 dias para o retorno das sanções, período que deverá intensificar as tentativas de diplomacia por parte do Irã, especialmente em um momento de tensão após o país recusar-se a cooperar com inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que desencadeou a crise atual.
Os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França e Reino Unido indicaram que o objetivo do snapback não é o fim da diplomacia, mas sim uma tentativa de estimular negociações com Teerã. O ministro francês, Jean-Noël Barrot, escreveu na plataforma social X (antigo Twitter):
“Esta medida não sinaliza o fim da diplomacia: estamos determinados a aproveitar ao máximo o período de 30 dias que agora se abre para engajar em diálogo com o Irã.”
O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou a decisão como “injustificada, ilegal e sem qualquer base legal” e garantiu que o Irã responderá adequadamente à medida. Em conversa com seus homólogos europeus, Araghchi afirmou: “A República Islâmica do Irã responderá adequadamente a esta medida ilegal e injustificada.”
Essa escalada de tensões destaca a crescente disputa internacional em torno do programa nuclear iraniano, com as sanções atuando como uma ferramenta de pressão para forçar o Irã a se engajar em negociações sobre seu programa de armas nucleares.