Da Redação | 05 de junho de 2024 - 16h00

MS avança na produção de bioenergia e sustentabilidade, revela Biosul

Com uma série de iniciativas ecológicas, o estado reduz emissões e amplia a produção de biocombustíveis, contribuindo para a meta de neutralidade de carbono

DADOS
Plantação de cana de açúcar - (Foto: Freepik)

Em Mato Grosso do Sul, a produção de etanol nas últimas quatro safras de cana-de-açúcar resultou em uma significativa redução de emissões de dióxido de carbono, evitando cerca de 12,7 milhões de toneladas de CO2eq. na atmosfera.

Este marco, obtido por meio de 10,9 bilhões de litros de etanol produzidos, ressalta o papel vital do estado no avanço das políticas de sustentabilidade e na transição energética do Brasil. Os dados foram divulgados hoje (5) pela Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul).

As unidades produtoras de etanol no estado, certificadas sob o programa nacional RenovaBio, têm desempenhado um papel central nesse sucesso ambiental. Amaury Pekelman, presidente da Biosul, destaca que a eficiência crescente na produção de bioenergia não só reflete o compromisso ambiental, mas também impulsiona a inovação no setor. "A sustentabilidade do etanol é integral, desde a produção até o consumo, e o RenovaBio tem sido um catalisador para que as usinas intensifiquem suas práticas sustentáveis", afirma Pekelman.

Amaury Pekelman

Desde a implementação do RenovaBio em 2020, todas as usinas em Mato Grosso do Sul passaram por processos rigorosos de certificação e recertificação, garantindo que suas operações atendam aos altos padrões ambientais exigidos. Isso inclui a proibição do uso de áreas desmatadas ou de supressão de vegetação nativa, uma medida que reforça o compromisso do estado com a preservação ambiental.

A adoção de práticas sustentáveis se reflete também nos números: as unidades certificadas no estado geraram 3.491.428 Créditos de Descarbonização (CBIOs) no último ciclo, representando 11% do total nacional. Esses créditos são essenciais para as distribuidoras de combustíveis fósseis, que devem compensar suas emissões através da aquisição desses títulos, promovendo assim uma economia mais verde.

Além do etanol, Mato Grosso do Sul tem expandido sua produção de biocombustíveis para incluir etanol a partir do milho e biogás. A capacidade de produção do estado continua a crescer, com novos investimentos anunciados para futuras instalações que fortalecerão ainda mais o setor bioenergético. "Estamos no caminho para tornar Mato Grosso do Sul um estado carbono neutro, alinhado às políticas públicas federais e compromissos globais de redução de emissões", analisa Pekelman.

Essa expansão inclui o desenvolvimento de biogás e biometano a partir da vinhaça da cana-de-açúcar, e o etanol de segunda geração, produzido a partir de resíduos vegetais. Esses avanços tecnológicos permitem que o setor bioenergético não só aumente sua produção sem expandir a área de cultivo, mas também transforme resíduos em subprodutos valiosos, exemplificando uma economia circular eficiente e sustentável.