Carlos Ferreira | 26 de dezembro de 2023 - 16h00

Sobrou comida da ceia? Saiba as dicas para o armazenamento e reaquecimento de pratos

Reconhecendo sinais de deterioração em alimentos para evitar intoxicação alimentar

NUTRIÇÃO
Alimentos da ceia podem ser reaproveitados - (Foto: Freepik)

Com a chegada do fim do ano, as ceias festivas trazem uma variedade de pratos, mas também o desafio de manter as sobras seguras para consumo. Em entrevista ao portal A Crítica, a nutricionista Carol Melo, alerta sobre os riscos de contaminação bacteriana, que podem ser evitados com práticas adequadas de refrigeração, armazenamento e reaquecimento.

O consumo seguro de sobras é vital, principalmente para itens como carnes e pratos com ovos. Recomenda-se que as sobras sejam mantidas na geladeira por no máximo três dias. "Após esse período, o risco de intoxicação alimentar aumenta. Em caso de dúvidas, é crucial avaliar as características sensoriais do alimento, como sabor, aroma e cor. Se não for possível consumir as sobras em até dois dias, o ideal é congelá-las imediatamente", explica.

Alimentos da ceia de Natal - (Foto: Freepik)

Para armazenar diferentes tipos de alimentos e minimizar o risco de contaminação bacteriana, é importante manter os alimentos tampados e etiquetados com a data de preparo. "A geladeira e o freezer devem ser abertos o mínimo possível para garantir a conservação adequada dos alimentos. Importante lembrar que alimentos descongelados não devem ser congelados novamente", detalha.

Ao reaquecer as comidas, é essencial garantir que a temperatura interna atinja pelo menos 70°C. "Isto assegura que os alimentos estejam seguros para o consumo. Os alimentos mais suscetíveis a problemas bacterianos, como a maionese, salpicão e bacalhau, devem ser consumidos preferencialmente em até 24 horas após o preparo", salienta.

A nutricionista Carol Melo

Em relação a pratos tradicionais das ceias, como peru, bacalhau ou tortas, existem formas criativas de reaproveitamento. Por exemplo, misturar arroz e peixe com creme de queijo e gratinar, ou transformar carnes em "carne louca" para sanduíches ou acompanhamentos variados. Essas receitas não só garantem a segurança alimentar, mas também proporcionam deliciosas refeições pós-ceia.

"A dica é misturar o arroz e o peixe, ou outras proteínas que sobraram da ceia, com um creme de queijo temperado com sal, pimenta e tempero verde. Se for do seu gosto, pode adicionar cebola picada e alho. Coloque a mistura em um refratário com muito queijo parmesão por cima e leve para gratinar no forno. É um prato rápido de fazer, fácil, quase não dá trabalho e ainda pode ser acrescido de outros ingredientes, como milho, ervilha, azeitona, tomate picado, entre outros", detalha.

No cotidiano da cozinha, seja durante as festividades ou no dia a dia, é crucial saber identificar os sinais de que um alimento pode estar estragado ou não ser mais seguro para o consumo. Conhecer esses indicativos é essencial para prevenir a intoxicação alimentar e garantir que os alimentos consumidos sejam sempre frescos e saudáveis.

Aqui estão alguns aspectos importantes a serem observados:

Cheiro estranho: Um dos primeiros sinais de alerta é o odor. Se um alimento exalar um cheiro desagradável ou atípico, é provável que esteja estragado. Confiar no próprio olfato é fundamental; se algo não cheira bem, é melhor evitar.

Mudança de cor: Alterações na cor do alimento podem sinalizar crescimento bacteriano ou oxidação. Por exemplo, carnes que adquirem tonalidades cinzentas ou esverdeadas, ou guacamole que escurece, são indicativos de que o alimento não está mais bom para o consumo.

Textura anormal: A deterioração também pode ser identificada pela textura. Se um alimento se tornar viscoso, pegajoso ou excessivamente mole, é um claro sinal de que não está mais em boas condições. Carnes, por exemplo, não devem ser pegajosas ou viscosas ao toque.

Presença de mofos ou bolor: O surgimento de mofo, manifestado por manchas esverdeadas, brancas ou pretas, é um indicativo inequívoco de que o alimento está estragado. Isso pode ocorrer em alimentos variados, desde pães e frutas até legumes e pratos cozidos.

Sabor ruim: Mesmo que um alimento passe nos testes visuais e olfativos, um sabor desagradável ou anormal é um forte indicador de que não deve ser consumido.

Consistência da embalagem: No caso de alimentos enlatados ou embalados, embalagens inchadas, amassadas ou enferrujadas podem indicar contaminação bacteriana, tornando o conteúdo potencialmente perigoso.