Seminário promove a troca de experiências e evidencia os avanços na área de Saúde Mental
A cerimônia foi abrilhantada pela apresentação do Coral do Caps Vila Almeida formado por pacientes da unidade
CUIDADOS COM A MENTENesta quinta-feira (27), aconteceu o 3º Seminário de Saúde Mental com objetivo de integrar e promover a troca de experiências entre os profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Campo Grande, a partir da apresentação e discussão das práticas exitosas implementadas nas unidades. Os inúmeros avanços conquistados nos últimos que colocam Campo Grande como referência foram destacados durante a abertura do evento realizada pela manhã no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). A cerimônia foi abrilhantada pela apresentação do Coral do Caps Vila Almeida formado por pacientes da unidade.
Para a defensora-pública Eni Maria Sezerino Diniz, coordenadora do Núcleo de Saúde da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, a Rede de Atenção Psicossocial é considerada referência em todo o Estado por ser extremamente bem estruturada e contar com profissionais que se dedicam em proporcionar um serviço de qualidade.
“Campo Grande está de parabéns pela forma como tem estruturado a Rede de Saúde Mental e proporcionado um atendimento mais humanizado aos seus pacientes. Acompanhamos a implementação e desenvolvimento de inúmeras práticas exitosas que devem ser seguidas como exemplo. Há ainda muita para ser feita, mas não podemos deixar de evidenciar o quanto o Município avançou”, destaca.
A superintendente da Rede de Atenção à Saúde, Ana Paula Resende de Lima, lembrou que nos últimos cinco anos a assistência psicossocial avançou significativamente com abertura de novos CAPS, residências terapêuticas, além da implantação da Residência Médica em Psiquiatria e habilitação de equipes.
Coral formado por pacientes do CAPS Vila Almeida
As equipes são compostas por profissionais de diversas áreas, como: Enfermeiro, Médico, Assistente Social, Psicólogo, Farmacêutico, Profissional de Educação Física, Terapeuta Ocupacional, Técnico de Enfermagem, Administrativo, entre outros.
Além da estrutura própria, o município conta com 12 leitos contratualizados no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, para atendimento de pacientes álcool e droga, 27 leitos no Hospital Nosso Lar, para atendimento de pacientes com transtornos psiquiátricos e 20 leitos de Hospital Geral, na Santa Casa de Campo Grande. Os atendimentos de pacientes com transtornos leves e moderados também são realizados nas 72 unidades básicas de saúde do Município (UBS/USF).
Somente no ano de 2020, mesmo realizando apenas 60% da capacidade dos atendimentos nas unidades, devido à pandemia da Covid-19, a Capital estava entre as três do país que tinham o maior número de atendimentos psicossociais em relação ao tamanho da população. A cidade ficava atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba, e realizou mais de 310 mil atendimentos no ano.
O levantamento foi feito consultando a base de dados do Ministério da Saúde, que leva em consideração o número estimado de moradores nas cidades no ano e o total de atendimentos registrados. Nos seis primeiros meses, Campo Grande esteve na frente de cidades com uma população muito maior, como é o caso de Recife, a quarta colocada no ranking.
A Rede de Atenção Psicossocial, através da Coordenadoria da Rede de Atenção Psicossocial, tem buscado a cada dia fazer o levantamento das demandas da população Campo-grandense, para assim, promover a implantação e implementação dos equipamentos de Saúde Mental do Município. Segundo o último levantamento realizado, em que são contabilizados os atendimentos feitos no ano anterior, a Capital teve quase 300 mil atendimentos no ano de 2021, mesmo com uma redução de 40% nas agendas durante o ano inteiro.