Da Redação | 08 de novembro de 2021 - 15h00

Polícia Civil esclarece crime e homem que matou Marcia Catarina tem prisão preventiva decretada

Marcia foi encontrada morta no dia 7 de outubro às margens de um córrego, embaixo de um pontilhão, na BR-262

CRIME NA CAPITAL
Marcia Catarina Lugo Ortiz tinha 57 anos - (Foto: Reprodução/Facebook)

Foi concluído na tarde desta segunda-feira (8), o inquérito que apurou a morte de Marcia Catarina Lugo Ortiz, 57, ocorrida na noite do dia 7 de outubro. Ela foi dada como desaparecida e seu corpo encontrado às margens de um córrego, embaixo de um pontilhão, na BR-262, próximo à saída para Sidrolândia.

O delegado responsável pelo caso, João Reis Belo, decidiu prisão preventiva de Carlos Fernandes Soares, já que as provas apontam que ele era a única pessoa que estava presente no momento em que a vítima foi morta e as versões que apresentou para a polícia “caíram por terra”. O delegado solicitou, ainda, ao Juiz de direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri a soltura de Carlos Henrique Santanero, vulgo “China”, pois, durante as investigações ficou comprovado que ele não estava na cena do crime.

“China” foi preso nesta Capital, enquanto que Carlos Fernandes foi preso por uma equipe do GARRAS em um Hotel no Distrito de Vila Vargas, município de Dourados, já que avisado da prisão de “China”, desceu do ônibus e interrompeu sua viagem.

Com a informação de que na noite em que foi dada como desaparecida, Marcia embarcou em um veículo SUV de cor preta, os policiais civis levantaram imagens dela em seu trajeto até chegar sua casa e identificaram uma vizinha que viu o momento em que ela espontaneamente entrou no veículo. Cinco dias depois da morte de Marcia, contando com o auxílio do proprietário da locadora Movi e de um coronel da Polícia Militar, a Polícia Civil localizou a caminhonete Toyota/SW-4 de cor preta em uma tapeçaria no bairro Tijuca, apurando que o China foi contratado indiretamente por Carlos Fernandes para reparar o dano no banco onde Marcia estava quando assassinada, e que dano foi provocado por um dos disparos de arma de fogo que foi efetuado pelo autor.

Carlos Fernandes lavou a Toyota/SW-4 em seu lava jato, na tentativa de limpar o sangue da vítima que ficou no interior do veículo e, logo pela manhã levou a SW-4 para um funileiro de sua confiança para reparar o dano que um dos disparos provocou em uma das porta da caminhonete.

Carlos Fernandes afirma que estava presente no momento em que Márcia foi assassinada, contudo, apontou “China” como o autor do disparo que atingiu cabeça da vítima e causou sua morte. “China” sempre negou qualquer participação no crime, afirmando que estava em sua residência, na companhia de sua esposa, sogra e enteada, quando o crime teria ocorrido.

A Polícia Civil apurou que após a morte da vítima, Carlos Fernandes jogou em um cesto de lixo do banheiro do Shopping Campo Grande a bolsa contendo carteira com os documentos e alguns pertences da vítima, contudo, permaneceu na posse dos cartões bancários pertencentes à mãe da vítima e, como tinha as senhas, efetuou várias compras em diversos locais, em valores que aproximaram R$ 8 mil. Apurou-se, também, que nos dias que antecederam a morte da vítima, Carlos Fernandes, transferiu da conta bancária da mãe de Marcia para a conta dele vários PIXs que totalizaram a importância de mais R$ 104 mil, o que só foi descoberto por ela, dias depois da morte de sua filha. O celular da vítima não foi localizado.

O médico legista estabeleceu que o disparo que matou a vítima foi efetuado a “queima roupa” e de cima para baixo, enquanto que a perita do IC/MS coletou sangue na Toyota/SW-4, inclusive, coma realização de exame com a utilização de luminol.

O delegado João Reis Belo indiciou Carlos Fernandes Soares pela prática dos crimes de homicídio doloso qualificado por motivo torpe e por utilizar recurso que dificultou o ou impossibilitou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual e representou ao Juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri pela conversão da prisão temporária em prisão preventiva, o deverá ser decido por ele, após manifestação do Ministério Público, até o dia 13 de novembro.