Da Redação | 24 de maio de 2021 - 14h40

'Boom' dos aplicativos e financiamento de veículos contribuem para diminuição de usuários de ônibus

A informação foi confirmada nesta manhã (24) pelo diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine Bruno

QUEDA NA RECEITA
Terminal Bandeirantes em Campo Grande - (Foto: Glenda Gabi)

O alto uso dos aplicativos e a facilidade no financiamento de veículos, contribuíram para o sistema de transporte público perder passageiros desde 2014. A informação foi confirmada nesta manhã (24) pelo diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine Bruno. Segundo ele, a situação ficou pior na pandemia.

“Tivemos essa redução brusca de passageiros e você tem que manter mais ônibus rodando, e isso gera um desequilíbrio. Isso que estamos tentando ajustar no dia a dia. Temos buscado diferenciação de horários, os próprios corredores de ônibus, que vão ajudar andar mais rápido e dar confiabilidade para o sistema. As gratuidades, da maneira que foram colocadas, fica ruim, pois sobra o pagamento para a pessoa que paga o vale-transporte. É um conjunto de medidas para conseguirmos atravessar esse momento”, ressalta.

A queda no número de usuários reflete diretamente na qualidade do serviço. Segundo o promotor Luiz Eduardo Lemos, da 43ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, o Ministério Público já ingressou com ação cobrando um planejamento da Prefeitura caso o transporte seja paralisado na Capital.  “O Ministério Público se preocupa com uma eventual paralisação do serviço. Se por acaso acontecer, o município tem que assumir o serviço. O que reivindicamos do Executivo é um plano de ação, um planejamento, algo preventivo antecipatório para essa eventualidade. É isso que cobramos, inclusive, judicialmente”, revelou.

Entre as medidas para desafogar o caixa do Consórcio Guaicurus e,  melhorar o serviço prestado, está a venda de veículos antigos que não estão mais nas ruas, conforme adiantou o diretor-executivo da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), Otávio Gomes Figueiró.

“Cabe a Agetran e a Agereg autorizar a venda para que eles não fiquem sucateando e gerem uma renda nesse período, de modo que o consórcio possa ter essa melhora no caixa. Esses estão encostados, não vai diminuir a frota, e os que não são mais utilizados autorizamos a venda”, explicou.

As informações foram repassadas durante a reunião da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Câmara Municipal com representantes do Consórcio Guaicurus e da Prefeitura.