Região Centro-Oeste é a que melhor planeja o orçamento no País
O município de Costa Rica conquistou nota máxima em todos os indicadores avaliados e está entre as quatro cidades com melhor desempenho no País
BEM AVALIADAA região Centro-Oeste é a que melhor apresenta capacidade de planejamento orçamentário do País. Nas melhores posições do ranking da região Centro-Oeste do Estado, estão as cidades de Costa Rica (327 km de Campo Grande) com 1.0000 pontos, Paraíso das Águas (278,9 km de Campo Grande) com 0,9435 pontos e Brasilândia (366 km de Campo Grande) com 0,9350 pontos.
Do total de 421 prefeituras analisadas, apenas 33 (7,8%) receberam nota zero por terem fechado o ano sem recursos para cobrir as obrigações financeiras. Apesar do esforço, os municípios não souberam destinar o percentual da receita para investimentos necessários. Na média, as prefeituras do Centro-Oeste investiram apenas 5,8% do orçamento de 2018, valor próximo ao realizado pela maioria dos municípios brasileiros (5,1%). O cenário, conforme aponta o estudo, é preocupante, já que de todas as cidades avaliadas, 35% estão com nível crítico de investimentos.
A região Centro-Oeste também apresentou um quadro favorável em relação ao restante do Brasil no que diz respeito à administração das contas. Ainda que 60% dos municípios (272 prefeituras) estejam em situação difícil ou crítica de gestão fiscal, no país, esse percentual sobe para 74% (3.944 municípios).
Os municípios, todos com menos de 30 mil habitantes, se destacam principalmente pelo agronegócio e pelo potencial turístico. Eles também apresentaram boa capacidade de planejamento financeiro, o que proporcionou boa liquidez.
A média geral dos municípios do Centro Oeste no IFGF foi de 0,5422 ponto, desempenho superior ao nacional: 0,4555 ponto. De acordo com os quatro indicadores, cada cidade é classificada nos conceitos de Gestão de Excelência, com resultados superiores a 0,8 ponto; Boa Gestão, entre 0,8 e 0,6 ponto; Gestão em Dificuldade, entre 0,6 e 0,4 ponto; ou Gestão Crítica, inferiores a 0,4 ponto.
Piores posições
Nas piores posições, com nível crítico de gestão fiscal, estão Niquelândia (0,1397 ponto), Caturaí (0,1491 ponto), Avelinópolis (0,1521 ponto), Santa Rita do Novo Destino (0,1524 ponto) e Jaupaci (0,1661 ponto), todos no estado de Goiás. No geral, houve concentração de nota zero nos indicadores de Autonomia, Gasto com Pessoal e Liquidez.
A informaçãoé do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados fiscais oficiais de 2018.