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ELEIÇÕES 2016

“Nossa candidatura tem o perfil que a população deseja, alguém novo e sem envolvimento em escândalos

Parlamentar garante que partido vai buscar junto à população campo-grandense o que ela espera da nova administração para criar o Plano de Governo

29 maio 2016 - 07h02Alberto Gonçalves
Marcio Fernandes deputado estadual e pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Campo Grande
Marcio Fernandes deputado estadual e pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Campo Grande - Divulgação

“Nossa candidatura tem o perfil que a população deseja, alguém novo, com experiência política e sem envolvimento em escândalos”

Marcio Fernandes  - deputado estadual e pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Campo Grande

Parlamentar garante que partido vai buscar junto à população campo-grandense o que ela espera da nova administração para criar o Plano de Governo

O PMDB definiu o nome do deputado estadual  Marcio Fernandes como pré-candidato na disputa à Prefeitura de Campo Grande. O parlamentar, que está em seu terceiro mandato, disse que sua escolha deve-se muito ao fato de se enquadrar naquilo que o partido e a própria população deseja, como alguém novo na disputa e sem estar envolvido em esquemas de corrupção.

O deputado esclareceu que sua ida para o PMDB não teve qualquer tipo de imposição para que ele fosse o pré-candidato, mesmo porque ele seria o último da lista, que tinha como opções o ex-governador André Puccinelli, os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, que declinaram de uma eventual disputa.

Segundo o parlamentar, o partido vai buscar junto à sociedade saber o que exatamente a população quer e acredita que Campo Grande precisa, para então desenvolver seu trabalho de campanha e, posteriormente, de uma futura administração.

Acompanhe a entrevista:

A Crítica – Como surgiram a ideia e a intenção de se lançar como pré-candidato a prefeito de Campo Grande pelo PMDB?

Marcio Fernandes – Ao receber o convite para retornar ao PMDB, que foi o meu primeiro partido, não impus a condição de ser candidato a prefeito de Campo Grande. Manifestei meu interesse, porque acredito que todo político que tem a base e domicílio eleitoral em Campo Grande, um dia sonha em administrar a sua cidade. Fiz essa colocação, mas nunca impondo que só iria voltar para o PMDB se fosse escolhido como candidato. Sempre me coloquei como sendo o último da fila, porque tinham outros nomes colocados à disposição do partido para a disputa aqui em Campo Grande. Eram cinco nomes que poderiam estar na disputa, senador Moka, a senadora Simone Tebet, o ex-governador André Puccinelli, o deputado Marun e o vereador Paulo Siufi, e também se falava no nome da vereadora Carla Stefanini.

Como todos eles falavam em poder estar na disputa, acho natural me colocar em último da fila, até porque estava chegando ao partido. Foram excluindo as possibilidades, Marun, Moka e Simone por conta da discussão nacional, os dois vereadores optaram em disputar a reeleição e o ex-governador André sempre dizendo que não seria candidato a prefeito, toparia um projeto futuro, mas que não fosse a disputa da prefeitura neste ano. Há uns 30 dias, o partido colocou a possibilidade para eu representar a sigla. Isso porque as pesquisas qualitativas indicavam um perfil parecido com o meu, ou seja, que a população quer alguém novo, que tenha experiência política, e também que não tenha envolvimento com escândalos, e com processos. Me encaixei nesse perfil e pedi um tempo para pensar. Conversando com amigos e família decidi que estaria disposto a entrar na disputa pelo partido.   

O PMDB é um partido muito forte e tem um legado enorme em Campo Grande. Falando em pessoas, Nelsinho, André e o PMDB praticamente fizeram Campo Grande. Todo mundo conhece como era Campo Grande antes da administração do prefeito André Puccinelli e sabe como ficou depois. Continuando com a administração do Nelsinho, que foi inferior a do André, mas ainda foi boa comparada à administração do Bernal.

A Crítica – A investigação da Lama Asfáltica e outras situações de investigação, envolvendo gestores que fazem ou faziam parte do PMDB, não abalaram a imagem do partido junto ao eleitor?

Marcio Fernandes – Essa questão das pessoas que estão no partido é complicado dizer, porque tem pessoas boas e ruins em todos os partidos. Política, como qualquer outra profissão ou segmento, tem os bons e ruins. Tem médico que é exemplo para a sociedade, mas tem médico também que não é um bom profissional, e assim por diante. Políticos muito ruins, com péssimos exemplos e muitos bons também que estão para fazer um trabalho de exemplo, dedicação, um trabalho que dignifica o eleitorado que o apoiou e colocou a confiança nele. Em todos os partidos há as duas situações, no PMDB, no PSDB. Enfim, em todos os partidos.

Agora, uma coisa é fato, é preciso separar as pessoas. O partido PMDB, a legenda fez por Campo Grande, cumpriu um papel importante à frente da prefeitura, do Estado de Mato Grosso do Sul e, agora temos essa possibilidade de resgatar essa questão a nível nacional com o presidente Michel Temer. Tivemos recentemente um exemplo disso com a primeira baixa de um ministro, Romero Jucá, que infelizmente é do PMDB, mas foi tomada uma medida drástica e ele imediatamente retirado. Acho que o problema que tinha, tanto a Dilma quanto o Lula, é que eles sabiam que tinha problema tal ministro, mas não exerciam a função de exonerar. Já o Temer, imediatamente, tirou o Jucá da condição de ministro.

Acredito que a administração do Temer é o que a população quer e vai tirar o Brasil dessa situação. As medidas que foram tomadas farão com que o País, parado como estava, comece a engatinhar. Então, o PMDB é um partido forte, tendo o Presidente da República, aqui de MS dois senadores de destaque nacional, deputado federal, ex-prefeitos e ex-governador, não dá para não ter um representante, levando a proposta de Plano de Governo para apresentar à população as possibilidades que daríamos para Campo Grande.

A Crítica – Sobre o Plano de Governo, como seria a solução para Campo Grande?

Marcio Fernandes – A saúde é um problema que todos os municípios vão discutir e a questão é como resolver o problema. É prático. Para isso, no começo do mês de junho vamos realizar uma série de discussão, onde iremos envolver alguns médicos, ex-secretários de saúde, algumas pessoas da sociedade e montaremos um grupo de trabalho que vai discutir propostas reais. A partir daí, vamos apresentar à população ideias concretas. Não adianta falar vou resolver o problema da saúde, isso é muito genérico e todos os políticos falam. A população quer saber o que você vai fazer na saúde. Por exemplo, o médico do bairro universitário tem de ser um médico fixo ali na região e, assim em todas as outras localidades da cidade. Tem de haver o concurso para médico para um determinado local, para que seja criado o vínculo. Porque hoje é o médico João que atende, amanhã o Manoel, depois o Rodrigo e assim por diante. Acaba que não existe o vínculo com a população da região e do bairro que vai lá para ser atendida e não se cria fato, história e não conhece o paciente. Acaba sempre encaminhando para fazer um exame. Essa é uma ideia muito interessante de o médico ser da região, porque ele cria a história com o seu paciente, vai conhecer o problema e vai tratar. É muito diferente de você estar todo dia sendo atendido por um médico novo que está de plantão. Uma ideia simples que acho que pode funcionar.

Como venho da iniciativa privada, tenho conversado muito com os empreendedores . Para se ter uma ideia, começando a partir de hoje, para eu poder construir uma indústria, uma fábrica ou simples barracão para começar meu negócio, a primeira licença para começar a pôr o tijolo, vai demorar seis meses e até um ano de espera, como tenho relatos de alguns casos. Isso atrasa o progresso. Tem de se criar uma medida em que se dará crédito para a pessoa que está investindo, por meio de uma central de e-mails. Dentro de 48 horas, a prefeitura dará o retorno e a licença de construção. Porém, o projeto que foi enviado via email, que a central recebeu, tem que ser rigorosamente cumprido. Ao término da obra, o fiscal vai ao local e confirma se o que foi construído é realmente o que foi destinado na aprovação. Se estiver correto com o projeto enviado, concede-se o alvará e poderá funcionar. Se não estiver em acordo com o projeto original encaminhado, aplica-se uma multa pesada e não libera o alvará de funcionamento. Você vai conseguir fazer as coisas andarem, não fica emperrado na secretaria. Hoje, o processo fica parado e com isso não se constroi, não vende material de construção, o pedreiro não trabalha e a cidade não anda. Acho que esse crédito ao empreendedor é válido e cria agilidades. Essa é uma idéia do empreendedorismo que pretendemos colocar em prática.

Tem ainda a questão da recriação dos conselhos municipais. Digamos por exemplo, que a obra está sendo feita em tal lugar e o conselho municipal estará presente, olhando, fiscalizando e assinando. Verificando se a qualidade da obra está boa, se falta algo, juntamente com os técnicos da prefeitura, porque você envolve a população. A população que está no dia a dia fiscaliza e te dá o respaldo político. Exemplificando, você faz o asfalto no Cophavila e a associação de moradores, o conselho municipal da região estará junto acompanhando, vendo se o empreiteiro está cumprindo com a obrigação, se o buraco está sendo tapado com o material certo. Ou faz como verificamos na atualidade, tapa o buraco e depois de uma semana está aberto de novo. É a população fiscalizando e com transparência, que acho ser fundamental em qualquer administração, e vamos trabalhar para isso.

A Crítica – Como o senhor pretende equalizar as novas regras da eleição, com menos tempo de campanha e sem verba da iniciativa privada, para que seu Programa de Governo chegue ao eleitor?

Marcio Fernandes – É uma eleição diferente e cito como exemplo a eleição dos Estados Unidos, onde a população começa a participar, a se envolver na questão das doações, a participar realmente do mandato. Não haverão eleições com grandes recursos, todos vão trabalhar com o pé no chão e com propostas. Acho que tempo de televisão é fundamental, porque o programa eleitoral será aonde vai se conseguir passar as ideias. Será uma eleição curta e no tempo de televisão, o candidato terá de explanar o máximo que pode fazer, qual será a ‘cara’ que dará para a cidade e com propostas reais e concretas. Nada de superficial como “vou consertar a saúde, vou dar um jeito no trânsito”. A população quer exemplos práticos “vou fazer isso e dessa maneira”, exemplo como dei sobre os médicos em cada região para o atendimento. Vamos elaborar um plano ouvindo a população para saber o que ela quer da próxima administração. Temos uma equipe competente, com pessoas muito experientes, nas áreas de saúde, educação, que irão nos ajudar a elaborar o melhor projeto possível para apresentar à população.

A Crítica – Temos já alguns nomes definidos como pré-candidatos, o  que demonstra que essa eleição será bastante pulverizada. Como o senhor analisa esse quadro? Como será a eleição?

Marcio Fernandes – Acredito numa eleição de dois turnos, com certeza, pelo número de candidatos que estão se colocando. Não acredito em muitos, mas na faixa de cinco a seis candidatos a prefeito. Estou confiante na nossa possibilidade de ir para o segundo turno por conta do que estou dizendo, temos um perfil bem próximo daquilo que as pesquisas qualitativas indicam. Temos um programa eleitoral com um tempo de televisão bom. Um partido forte, que tem o Presidente da República, dois senadores, que tem muita importância em qualquer administração. As emendas federais, o acesso ao Governo Federal, fazem muita diferença numa administração caótica como está a de Campo Grande, sem recurso. É a cidade que menos se desenvolveu de todas as capitais do Centro-Oeste. Cresceu apenas 1% de 2014 para 2015. Não há planejamento, você não ouve falar o que vai ser feito em tal período, ou seja, Campo Grande está parada. A parceira com o Governo Federal é fundamental. Em conversa com o presidente Michel Temer na posse, ele garantiu que estará na campanha e estará aqui em Campo Grande, juntamente com ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, empenhados no projeto do PMDB em todas as capitais. E tenho certeza que terei total apoio da cúpula nacional do partido e vamos falar à população do apoio, da importância dos recursos federais, não só dos senadores, com o Presidente da República junto com todos os ministros, no qual o PMDB local tem uma boa relação.

A Crítica – O senhor já negocia coligações, até mesmo para poder garantir, caso eleito, uma base na Câmara Municipal?

Marcio Fernandes – Sem dúvida, estamos com uma conversa muito adiantada com o PSB, da deputada Tereza Cristina, e temos conversa boa, não tão adiantada, com o PR. Esperamos definir essa parceria o mais rápido possível. Acredito muito na parceria com o PSB. Com os outros partidos ainda estamos conversando, até com as siglas menores, por que os partidos maiores já têm suas candidaturas próprias. Acontecendo essa parceria com o PSB, teremos um dos maiores tempo de televisão durante a propaganda eleitoral, onde calculo perto de 4 minutos.

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