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19 de fevereiro de 2026 - 18h15
CAMARA
INOVAÇÃO NA EDUCAÇÃO

Senac MS lança game em realidade virtual para combater a dengue nas escolas

Desenvolvido por alunos, "Dengue Agente 360" será aplicado na rede estadual, aldeias indígenas e comunidades

19 fevereiro 2026 - 15h50Carlos Guilherme, Iury de Oliveira e Douglas Vieira
Estudantes participaram do desenvolvimento do game Dengue Agente 360, que usa realidade virtual para conscientizar sobre o combate ao mosquito.
Estudantes participaram do desenvolvimento do game "Dengue Agente 360", que usa realidade virtual para conscientizar sobre o combate ao mosquito. - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

Em vez de apenas repetir que “não se pode deixar água parada”, estudantes de Mato Grosso do Sul decidiram transformar o combate à dengue em experiência imersiva. O resultado é o game Dengue Agente 360, lançado nesta quinta-feira (19), no Espaço Conexão do Senac Hub Academy, em Campo Grande.

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O projeto, desenvolvido ao longo de um ano por alunos do Senac MS e da Rede Estadual de Ensino (REE), com apoio do Governo do Estado, utiliza realidade virtual para ensinar, na prática, como identificar e eliminar focos do mosquito transmissor da dengue.

A entrega oficial do game à Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP/MS) marca o início de uma nova etapa: a aplicação da ferramenta em escolas estaduais, aldeias indígenas e outras instituições.

Educação que resolve problema real - A proposta nasceu da necessidade de enfrentar um problema recorrente em Mato Grosso do Sul, especialmente em períodos de chuva. Segundo a coordenadora de inovação da Semadesc, Aline Feliu, a iniciativa surgiu dentro de um projeto já existente no Senac, voltado à inovação aplicada a desafios concretos.

Coordenadora de inovação da Semadesc, Aline Feliu - (Foto: Douglas Vieira)

“A ideia é estimular soluções para problemas reais da comunidade. A dengue é uma questão de saúde pública no nosso Estado, e o jogo vem para ampliar a consciência, principalmente entre os jovens”, explicou.

Ela destaca que o diferencial não está apenas na tecnologia, mas no processo. “A inovação acontece pelo esforço humano. É a educação de base criando solução para a sociedade. O jogo estimula criatividade, aprendizado e responsabilidade social.”

Para a diretora regional do Senac MS, Jordana Duenha, o projeto representa o que a instituição busca na formação profissional: aprendizado na prática e conexão com demandas reais.

“Quando os alunos trabalham em projetos concretos, que serão entregues à sociedade, o impacto é muito maior. Aqui reunimos estudantes de cursos de sistemas, computação gráfica, jogos digitais e comunicação para desenvolver uma solução que agora estará disponível para a população”, afirmou.

O grupo contou com 10 bolsistas, incluindo alunos da REE que participam de cursos técnicos ofertados em parceria com a Secretaria de Educação. A proposta já foi apresentada ao Ministério da Saúde como possibilidade de ampliação em escala nacional.

A diretora regional do Senac MS, Jordana Duenha - (Foto: Douglas Vieira)

Como funciona o jogo - O Dengue Agente 360 é estruturado em realidade virtual. O usuário utiliza óculos de VR para simular situações do dia a dia, dentro de casa ou em ambientes comunitários, e precisa identificar possíveis criadouros do mosquito.

O jogo conta com três mapas interativos. O objetivo é mostrar, de forma prática, locais que muitas vezes passam despercebidos como focos do Aedes aegypti. “O jogo busca mostrar lugares onde as pessoas não tinham tanta noção de que poderiam ser criadouros”, explica o estudante Daniel Estêvão, da rede estadual e do Senac, que participou da criação.

Ele integrou a equipe de arte e foi responsável por um dos mapas do game, incluindo modelagem 3D, texturização e organização dos objetos no ambiente virtual. “Foi muito gratificante participar de um projeto com essa dimensão social. Eu mesmo aprendi durante o processo. Acredito que quem jogar também vai aprender”, disse.

“O jogo busca mostrar lugares onde as pessoas não tinham tanta noção de que poderiam ser criadouros”, explica o estudante Daniel Estêvão - (Foto: Douglas Vieira)

O público prioritário do projeto são estudantes da REE, mas o game poderá ser utilizado em outros contextos educacionais e comunitários. A lógica é aproximar o tema da realidade dos adolescentes, usando uma linguagem mais dinâmica e interativa.

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