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SAÚDE PÚBLICA

Vacinação de gestantes reduz risco de VSR e internações de bebês no país

Imunização reduz bronquiolite, pneumonia e internações e é reforçada por ações da Hapvida com gestantes e grupos de risco

9 janeiro 2026 - 13h58Da Redação
Vacinação durante a gestação ajuda a proteger recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório nos primeiros meses de vida.
Vacinação durante a gestação ajuda a proteger recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório nos primeiros meses de vida. - Foto: Divulgação

O vírus sincicial respiratório (VSR) segue como uma das principais causas de doenças respiratórias graves em crianças pequenas no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que o vírus responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos diagnósticos de pneumonia em crianças com menos de dois anos. Diante desse cenário, a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez é apontada como a principal medida de prevenção, já disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A imunização durante a gestação permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, garantindo proteção logo nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade para infecções respiratórias. Estudos clínicos indicam que a vacinação materna apresenta eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves provocadas pelo VSR em bebês nos três primeiros meses após o nascimento.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e apoiar o Programa Nacional de Imunização, a Hapvida tem adotado estratégias de conscientização junto aos seus beneficiários. A empresa realiza campanhas informativas e mantém contato direto com os clientes para orientar sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada.

De acordo com o diretor médico de Programas Especiais da Hapvida, André Luiz Fioravante, a vacinação tem impacto direto na proteção individual e coletiva. “A vacina é um cuidado necessário para a saúde individual e para a coletividade. É o método mais eficaz de proteção da comunidade. No caso do VSR, a imunização salva vidas, reduz hospitalizações e evita complicações graves para os bebês”, afirma.

Até novembro, o Ministério da Saúde registrou mais de 43 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados ao VSR em todo o país. Crianças menores de dois anos concentraram a maior parte das internações, com 35,5 mil registros, o equivalente a 82,5% do total.

Segundo Fioravante, a maioria dos quadros está relacionada a infecções virais e o tratamento da bronquiolite é direcionado principalmente ao controle dos sintomas. “Em alguns casos, é necessária a terapia de suporte, com suplementação de oxigênio, além de hidratação e uso de broncodilatadores, que são substâncias que dilatam as pequenas vias aéreas nos pulmões, especialmente quando há chiados evidentes”, explica.

Os dados chamam atenção para a necessidade de ações preventivas, principalmente entre gestantes e famílias com bebês, público mais suscetível a complicações e internações prolongadas.

Orientação durante o pré-natal - Durante o acompanhamento pré-natal, gestantes atendidas pela rede Hapvida recebem orientações para atualizar o cartão de vacinação e buscar a unidade de saúde mais próxima. As equipes também utilizam mensagens via WhatsApp para lembrar as beneficiárias sobre a importância da imunização.

No caso do VSR, não existe restrição de idade para a vacinação da gestante. A recomendação é que a dose única seja aplicada a cada nova gestação, sempre a partir da 28ª semana. “A gestante que for a um posto público de saúde poderá receber a vacina contra o VSR de forma gratuita e ainda se proteger contra a covid-19 e o vírus Influenza. As doses podem ser administradas simultaneamente, sem riscos”, destaca Fioravante.

A possibilidade de receber mais de uma vacina no mesmo atendimento facilita o acesso e contribui para ampliar a adesão, especialmente entre mulheres que já frequentam os serviços de saúde durante a gestação.

Além do VSR, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alerta para os países da América Latina sobre a necessidade de ampliar a vacinação após o aumento de casos de influenza A (H3N2) registrado na Europa, nas Américas e no Leste Asiático. Gestantes, crianças menores de cinco anos, idosos e pessoas com comorbidades ou imunodeprimidas integram o grupo de maior risco.

Nesses casos, a infecção pode evoluir rapidamente, com necessidade de internação e risco de morte. A recomendação de vacinação também se estende à covid-19, especialmente entre gestantes.

A imunização contra a influenza reduz de 70% a 75% o risco de internações em crianças e em até 40% em adultos. Especialistas também orientam que familiares e cuidadores estejam com as vacinas em dia, contribuindo para a proteção das pessoas mais vulneráveis.

“Em caso de infecção, a gestante pode ter complicações como parto prematuro ou aborto. Os profissionais de saúde também precisam estar vacinados para proteger a própria saúde e evitar a transmissão do vírus aos pacientes. Além da vacinação, medidas como higienização das mãos, uso de máscara e evitar contato próximo quando houver sintomas continuam sendo importantes”, orienta o diretor médico.

Monitoramento e adesão às vacinas - Na Hapvida, pacientes com comorbidades são acompanhados pelas equipes dos Programas Especiais. Além de verificar a adesão aos tratamentos, os profissionais realizam ligações telefônicas para abordar a situação vacinal dos beneficiários.

Entre os principais motivos apontados para o atraso na imunização estão a falta de tempo e o desconhecimento sobre a importância das vacinas. Após o contato inicial, 74% das pessoas procuraram um posto de saúde para receber ao menos uma dose.

Segundo Fioravante, a aproximação entre equipes de saúde e pacientes tem impacto direto nos resultados. “A proximidade entre corpo clínico e pacientes foi essencial na redução de internações. A estratégia mostra que o cuidado integral melhora a qualidade de vida dos beneficiários e contribui para a melhora dos indicadores operacionais”, conclui.

Com 80 anos de atuação, a Hapvida é a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia conta com mais de 73 mil colaboradores e atende cerca de 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia em todas as regiões do Brasil.

A estrutura inclui 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades voltadas ao cuidado preventivo e ao acompanhamento de pacientes crônicos.

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