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16 de janeiro de 2026 - 09h07
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SAÚDE INFANTIL

Teste do pezinho ampliado passa a detectar mais de 40 doenças pelo SUS em MS

Exame começou a ser ofertado em janeiro e fortalece o diagnóstico precoce na primeira infância em todo o Estado

16 janeiro 2026 - 07h00Maria Edite Vendas
Teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado pelo SUS em Mato Grosso do Sul desde janeiro.
Teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado pelo SUS em Mato Grosso do Sul desde janeiro. - (Foto: André Lima)

Desde 1º de janeiro, o teste do pezinho ampliado passou a ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul, ampliando de forma significativa a triagem neonatal no Estado. A nova versão do exame permite a detecção de mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas em recém-nascidos, um salto expressivo em relação ao modelo anterior, que identificava apenas sete enfermidades.

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O exame integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e é considerado um avanço na política pública de diagnóstico precoce e cuidado integral à saúde infantil. A ampliação busca reduzir complicações graves e óbitos evitáveis, além de garantir tratamento oportuno ainda nos primeiros dias de vida.

Entre os principais benefícios do teste do pezinho ampliado estão a ampliação do acesso gratuito pelo SUS, o fortalecimento da identificação precoce de doenças e a possibilidade de iniciar o tratamento antes do surgimento de sintomas. Esse conjunto de medidas impacta diretamente a qualidade de vida das crianças e de suas famílias.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a efetivação do exame reforça a atenção à primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, afirmou.

A coleta do teste deve ser realizada, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, período considerado ideal para a identificação de alterações metabólicas e genéticas. Entre as doenças rastreadas estão atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos raros.

Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Cristiana Schulz, o diagnóstico precoce é decisivo para a efetividade do cuidado. “Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou.

As análises das amostras são realizadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde. Além do diagnóstico, a instituição oferece acompanhamento multiprofissional às crianças que apresentam alterações no exame.

O teste do pezinho ampliado pode ser feito na unidade básica de saúde, no hospital onde ocorreu o parto ou, em Campo Grande, em uma das unidades do IPED/APAE. O exame é ofertado gratuitamente pelo SUS e está disponível para recém-nascidos de todos os 79 municípios do Estado.

A coordenadora técnica do IPED/APAE, Josaine Palmieri, destacou que a ampliação fortalece a rede de cuidado. “Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Governo do Estado, passamos a realizar o teste do pezinho ampliado, aumentando a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças em todo o Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Atualmente, cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente no Estado. Para as famílias, a ampliação representa mais segurança desde os primeiros dias de vida do bebê. Mãe da recém-nascida Mariana, de três dias, Ana Cláudia Araújo relatou a tranquilidade proporcionada pelo novo modelo do exame. “Essa ampliação faz toda a diferença para nós, mães, porque amplia o cuidado e traz mais segurança ao permitir um diagnóstico mais completo desde o início”, disse.

A avó da bebê Antonela, Alessandra Azambuja, também ressaltou o impacto social da medida. “Hoje conseguimos acessar pelo SUS um exame muito mais completo, que antes só era possível no particular, com um custo alto. Isso significa mais prevenção, mais acesso e mais tranquilidade para as famílias”, afirmou.

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