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19 de janeiro de 2026 - 12h30
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SAÚDE

Teleconsultas vão filtrar atendimentos e reduzir filas por especialistas em MS

Novo modelo começa em Campo Grande e deve evitar encaminhamentos desnecessários para consultas presenciais

19 janeiro 2026 - 10h20Carlos Guilherme
Reunião na SES definiu o que poderá mudar. Modelo de teleconsultoria vai começar em Campo Grande para reduzir filas por especialistas
Reunião na SES definiu o que poderá mudar. Modelo de teleconsultoria vai começar em Campo Grande para reduzir filas por especialistas - (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul vai começar a usar um novo modelo de atendimento na saúde pública para diminuir filas e facilitar o acesso a médicos especialistas, especialmente para quem mora longe dos grandes centros. A proposta é implantar a teleconsultoria, em que o primeiro contato com o especialista acontece de forma online, antes da consulta presencial.

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A mudança foi definida em reuniões entre equipes da Secretaria de Estado de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, da Fiocruz e da Universidade Federal de Santa Catarina, referência nacional em telessaúde. O foco é organizar melhor os atendimentos, reduzir deslocamentos desnecessários e agilizar diagnósticos.

Na prática, o paciente continuará procurando a unidade de saúde normalmente. A diferença é que, antes de ser colocado na fila para um especialista, o caso poderá ser avaliado por meio de teleatendimento, com troca de informações entre profissionais da Atenção Primária e especialistas. Só quem realmente precisar será encaminhado para consulta presencial.

O foco é organizar melhor os atendimentos, reduzir deslocamentos desnecessários e agilizar diagnósticos - (Foto: Arte A Crítica)

Começa pela endocrinologia - A implantação inicial será feita em Campo Grande, começando pela especialidade de endocrinologia. A ideia é testar o modelo, ajustar o fluxo e, aos poucos, ampliar para outras áreas médicas e municípios do Estado.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, esse formato é essencial para um estado com grandes distâncias e muitas cidades pequenas. A expectativa é que o sistema ajude a reduzir custos, acelerar atendimentos e tornar o acesso mais justo, sem sobrecarregar hospitais e ambulatórios.

Outro ponto central da proposta é fortalecer a Atenção Primária, evitando encaminhamentos desnecessários. Com orientação especializada à distância, muitos casos podem ser resolvidos ainda na unidade básica de saúde.

A experiência de Santa Catarina, onde o modelo já funciona, servirá como base para a adaptação em Mato Grosso do Sul. Após a fase inicial na Capital, a expansão dependerá da estrutura disponível e da formação das equipes locais.

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