
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou no último sábado (10) o segundo caso de mpox do clado 1b registrado no Estado. O paciente é um homem de 39 anos, morador de Portugal, que foi atendido no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, e liberado após breve internação.
De acordo com a pasta, o homem apresentou os primeiros sintomas no fim de dezembro. Ele permaneceu internado por apenas um dia e, após receber atendimento médico, retornou ao país de origem. Até o momento, não há informações sobre outras pessoas com sintomas da doença que tenham tido contato com o paciente no local onde ele esteve hospedado em São Paulo.
Este é o segundo registro do clado 1b da mpox em território paulista. O primeiro caso foi confirmado em março do ano passado, quando uma mulher de 29 anos contraiu a cepa após contato com um familiar vindo da República Democrática do Congo. Segundo a SES-SP, a paciente apresentou boa evolução clínica e se recuperou sem complicações.
A Secretaria informou que mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico da mpox no Estado. Até agora, foram notificados 1.930 casos da doença em São Paulo, sem registro de óbitos associados.
No cenário internacional, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, até 30 de novembro do último ano, foram contabilizados 50.751 casos de mpox em 96 países. As maiores incidências foram registradas na República Democrática do Congo, Guiné, Libéria, Quênia e Gana.
A mpox é causada pelo vírus MPXV e pode ser transmitida por contato direto com pessoas infectadas, por meio de abraços, beijos, relações sexuais ou lesões na pele, além do contato com objetos contaminados, como roupas, lençóis e utensílios. O período de incubação varia de três a 21 dias, conforme o Ministério da Saúde.
Entre os principais sintomas estão erupções cutâneas, aumento dos linfonodos, febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios e sensação de fraqueza. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.
Em situações de contato necessário com pessoas infectadas, a recomendação do Ministério da Saúde inclui o uso de luvas e máscaras. Também são indicadas medidas como lavar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel, higienizar roupas, toalhas e superfícies, além do descarte correto de resíduos possivelmente contaminados.
Não existe tratamento específico para a mpox, e o acompanhamento médico é voltado para o controle dos sintomas e a prevenção de complicações.
No Brasil, a vacinação contra a doença é direcionada a grupos considerados mais vulneráveis. Podem receber o imunizante pessoas maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids e apresentem contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. Profissionais de laboratório que atuam diretamente com o vírus em nível de biossegurança 2, entre 18 e 49 anos, também fazem parte do público-alvo.
A vacinação é indicada ainda para pessoas que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de casos suspeitos ou confirmados, desde que a exposição seja classificada como de médio ou alto risco, conforme avaliação da vigilância em saúde.

