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02 de fevereiro de 2026 - 22h18
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GESTÃO EM SAÚDE

Ricardo Ayache destaca telecirurgia como marco para a saúde pública em Mato Grosso do Sul

Presidente da Cassems afirma que tecnologia amplia acesso, reduz custos e consolida o Estado como referência nacional

2 fevereiro 2026 - 20h49Douglas Vieira
O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, destacou a telecirurgia como avanço estratégico para a saúde em Mato Grosso do Sul.
O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, destacou a telecirurgia como avanço estratégico para a saúde em Mato Grosso do Sul. - Foto: Douglas Vieira

O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, classificou a implantação da telecirurgia no Hospital Cassems de Campo Grande como um dos avanços mais importantes da saúde em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. Em entrevista, Ayache ressaltou que a tecnologia coloca o Estado no mesmo patamar de grandes centros médicos do país e do exterior, com impacto direto para os beneficiários do sistema.

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Segundo ele, trata-se do primeiro serviço de telecirurgia do Centro-Oeste, o que reforça o papel da instituição como referência regional. “É algo inovador para o nosso estado e para o Centro-Oeste. Permite que os nossos beneficiários tenham acesso ao que há de mais moderno no mundo e faz com que a medicina em Mato Grosso do Sul se desenvolva ainda mais”, afirmou.

Para Ayache, o avanço tecnológico não é apenas um salto técnico, mas uma estratégia para fortalecer toda a rede de saúde local, ampliando a confiança nos profissionais e evitando que pacientes precisem buscar atendimento fora do Estado.

Acesso à alta complexidade sem sair do Estado - Nas falas do presidente, um dos principais pontos destacados é o impacto direto da telecirurgia na vida dos pacientes. Com a nova tecnologia, procedimentos de alta complexidade passam a ser realizados no próprio Mato Grosso do Sul, com suporte remoto de especialistas de outros centros, quando necessário.

“À medida que conseguimos realizar procedimentos cada vez mais complexos aqui, fortalecemos as instituições, os profissionais e, principalmente, a saúde do nosso Estado”, destacou Ayache.

Ele explicou que esse modelo reduz custos indiretos e desgastes emocionais para os pacientes, que antes precisavam se deslocar para outros estados em busca de tratamento especializado.

Locação do equipamento como solução estratégica - Ayache também chamou atenção para o modelo de gestão adotado pela Cassems para viabilizar a tecnologia. Em vez de adquirir o robô cirúrgico, cujo custo gira em torno de milhões de reais, a instituição optou pela locação do equipamento.

“Para evitar um grande investimento inicial, esse modelo de negócio tem se mostrado muito viável. Na área da saúde, precisamos inovar também na gestão, encontrando alternativas que permitam acesso à tecnologia sem comprometer a sustentabilidade”, explicou.

Segundo o presidente, a locação não impede uma futura aquisição, mas, neste momento, é a forma mais eficiente de garantir que a tecnologia esteja disponível para os beneficiários.

Outro ponto enfatizado por Ricardo Ayache foi a garantia de que a implantação da telecirurgia não gera custo adicional para os associados da Cassems. Ele reforçou que a nova tecnologia tem como objetivo agregar qualidade ao atendimento, sem repassar despesas extras aos usuários.

“Apesar do crescimento exponencial dos custos na assistência à saúde, esse não é um fator que traga reajuste. A tecnologia vem para qualificar o atendimento, não para onerar o associado”, afirmou.

De acordo com Ayache, ao realizar procedimentos no próprio Estado, a instituição também reduz gastos com atendimentos fora da rede local, o que contribui para o equilíbrio financeiro do sistema.

Primeira telecirurgia deve ocorrer em breve - Durante a entrevista, o presidente da Cassems adiantou que a expectativa é de que a primeira telecirurgia em Mato Grosso do Sul seja realizada em até 30 dias. O procedimento deve marcar oficialmente o início da nova fase tecnológica no hospital de Campo Grande.

Para Ayache, esse será um passo simbólico e prático na consolidação da Cassems como referência nacional em inovação na saúde.

Além da telecirurgia, Ricardo Ayache revelou que a gestão já planeja novas entregas para 2026. Entre elas está a inauguração de um centro de tecnologia em análises clínicas, com foco na agilidade dos diagnósticos.

Segundo ele, exames laboratoriais mais complexos, como os hormonais, passarão a ter laudos liberados em até 12 horas — um prazo considerado muito acima da média atual.

“Hoje, exames desse tipo levam dois ou três dias. Com essa nova estrutura, teremos resultados no mesmo dia, o que representa um diferencial enorme para os nossos beneficiários”, destacou.

Ayache afirmou que a prioridade da gestão é combinar inovação, eficiência e qualidade, mantendo o hospital preparado para os desafios crescentes da saúde.

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