
Mato Grosso do Sul já contabiliza 14.126 casos prováveis de dengue em 2025, dos quais 8.461 foram confirmados. Os dados constam no boletim da 52ª semana epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (5) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), que também confirma 20 mortes pela doença e aponta outros 9 óbitos em investigação.
De acordo com o boletim, nos últimos 14 dias os municípios de Nioaque, Itaquiraí, Maracaju, Ponta Porã e Aquidauana apresentaram incidência baixa de casos confirmados de dengue.
As 20 mortes registradas ocorreram em Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande e Antônio João. Entre as vítimas, 9 tinham algum tipo de comorbidade.
O boletim também mostra o andamento da vacinação. Até agora, 201.633 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo em Mato Grosso do Sul.
No total, o Estado recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses da vacina contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
A imunização é recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. Essa faixa etária concentra o maior número de internações por dengue dentro do grupo de 6 a 16 anos.
Além da dengue, o boletim traz o cenário da chikungunya em Mato Grosso do Sul. O Estado já registrou 14.148 casos prováveis da doença, sendo 7.650 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
Entre os casos confirmados, 74 são em gestantes, o que acende alerta adicional para o acompanhamento nas unidades de saúde.
O documento informa ainda 17 óbitos por chikungunya, ocorridos em Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Em 12 dessas mortes, as vítimas apresentavam comorbidades associadas.
Diante dos números de dengue e chikungunya, a SES reforça a orientação para que a população não recorra à automedicação.
Em caso de sintomas como febre, dores no corpo ou nas articulações, mal-estar e manchas vermelhas na pele, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município para avaliação médica e acompanhamento adequado.
O alerta vale tanto para quem já foi diagnosticado anteriormente com dengue ou chikungunya quanto para pessoas com comorbidades, idosos, gestantes e crianças, considerados grupos mais vulneráveis às formas graves das doenças.

