
Mato Grosso do Sul contabilizou, até a 4ª semana epidemiológica de 2026, 780 casos prováveis de dengue. Desse total, 42 foram confirmados, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (3) pela Secretaria de Estado de Saúde. Não há registro de mortes pela doença nem óbitos em investigação no período.
Os dados indicam que, apesar das notificações, o cenário permanece sob acompanhamento, sem registro de incidência elevada. Nos últimos 14 dias, os municípios de Cassilândia, Maracaju, Jardim, Chapadão do Sul e Campo Grande apresentaram incidência considerada baixa de casos confirmados.
O boletim chama atenção para a importância da vigilância neste início de ano, período historicamente marcado pelo aumento da circulação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A SES mantém o monitoramento contínuo para identificar possíveis mudanças no perfil da doença no Estado.
Em relação à imunização, Mato Grosso do Sul já aplicou 223.322 doses da vacina contra a dengue na população alvo. Ao todo, o Estado recebeu 241.030 doses enviadas pelo Ministério da Saúde.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. Essa faixa etária concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, conforme os dados epidemiológicos utilizados pelo Ministério da Saúde.
O boletim da SES também traz números atualizados sobre a chikungunya. Até o momento, o Estado registrou 874 casos prováveis da doença, com 185 confirmações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Entre os casos confirmados, dois envolvem gestantes.

