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28 de janeiro de 2026 - 14h40
SAÚDE GLOBAL

Índia confirma dois casos de vírus Nipah e descarta novos contágios após rastreamento

Ministério da Saúde afirma que contatos das pacientes testaram negativo e situação segue monitorada

28 janeiro 2026 - 13h05Andreza de Oliveira
Profissionais de saúde em Bengala Ocidental, onde foram confirmados dois casos de infecção pelo vírus Nipah.
Profissionais de saúde em Bengala Ocidental, onde foram confirmados dois casos de infecção pelo vírus Nipah. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O Ministério da Saúde da Índia reafirmou nesta terça-feira (27) que o país confirmou apenas dois casos de infecção pelo vírus Nipah desde dezembro. A manifestação oficial ocorreu após a circulação de informações superestimadas sobre a doença, que geraram alerta indevido nas redes sociais e em parte da imprensa internacional.

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De acordo com a pasta, os dois casos foram registrados no estado de Bengala Ocidental e envolvem duas enfermeiras que atuam no mesmo hospital. Ambas permanecem internadas e apresentam quadro clínico grave, com insuficiência respiratória e inflamação do cérebro, condição conhecida como encefalite.

Ainda segundo o ministério, todas as pessoas que tiveram contato direto ou indireto com as pacientes foram identificadas. Ao todo, 196 indivíduos passaram por rastreamento, monitoramento clínico e testagem laboratorial, com resultado negativo para o vírus Nipah.

As autoridades de saúde informaram que, após a confirmação das infecções, medidas imediatas foram adotadas para evitar a disseminação do vírus. O cenário segue sob vigilância constante, com acompanhamento das pacientes e reforço nos protocolos de controle epidemiológico na região.

O pronunciamento do governo indiano busca conter a propagação de informações incorretas sobre o surto e reforçar que, até o momento, não há indícios de transmissão comunitária da doença no país.

O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e desde então já foi detectado em diferentes países da Ásia. A transmissão pode ocorrer por contato direto com animais infectados, ingestão de alimentos contaminados ou por meio da transmissão entre pessoas, principalmente através de fluidos corporais e gotículas respiratórias.

Os morcegos são considerados os hospedeiros naturais do vírus, mas outras espécies, como porcos e cavalos, também podem ser infectadas e atuar como intermediárias na transmissão.

Em humanos, a infecção pelo Nipah pode não apresentar sintomas, mas também pode evoluir para quadros graves. As manifestações iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos associados à encefalite aguda.

Nos casos mais severos, há registros de pneumonia atípica, convulsões, insuficiência respiratória e coma. A taxa de letalidade do vírus é considerada elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo das características do surto, da capacidade de vigilância epidemiológica e do manejo clínico dos pacientes.

Apesar da gravidade potencial da infecção, o Ministério da Saúde da Índia reforça que a situação está controlada, com número restrito de casos e ausência de novos contágios confirmados até o momento.

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