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22 de fevereiro de 2026 - 10h50
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SAÚDE

Confira 5 dicas para controlar a pressão arterial

Sem sintomas na maioria dos casos, hipertensão exige cuidados para evitar infarto e AVC

22 fevereiro 2026 - 08h50NYT/E+
Medir a pressão regularmente é o primeiro passo para prevenir infarto e AVC.
Medir a pressão regularmente é o primeiro passo para prevenir infarto e AVC. - Foto: interstid/Adobe Stock

Silenciosa e muitas vezes sem sintomas, a hipertensão atinge 29,7% dos brasileiros, segundo o Vigitel, e está entre os principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. O problema também está ligado ao declínio cognitivo e pode avançar por anos sem sinais claros, enquanto provoca danos aos vasos sanguíneos, ao coração, aos rins e ao cérebro.

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Especialistas alertam que a pressão alta é um dos fatores de risco mais passíveis de controle. “A hipertensão importa muito porque é o fator de risco mais modificável para doenças cardiovasculares, AVC e, agora, as evidências sugerem que isso também pode ser verdade para o declínio cognitivo”, afirma Eduardo Sanchez, diretor médico para prevenção da Associação Americana do Coração. Segundo ele, mudanças no estilo de vida e medicamentos podem alterar de forma significativa o risco de complicações.

Confira cinco pontos essenciais para manter a pressão sob controle:

1. Conheça seus números

Muitas pessoas convivem com hipertensão sem saber. A pressão arterial ideal é abaixo de 120 por 80 mmHg, o popular 12 por 8. Acima desse nível, começam a ocorrer danos progressivos aos vasos e órgãos.

A medição deve ser feita corretamente, com a pessoa sentada, pés apoiados no chão, braço na altura do coração e em silêncio. A aferição anual é recomendada, e medições em casa ajudam a confirmar o diagnóstico, especialmente nos casos de hipertensão do jaleco branco, quando a pressão sobe apenas no consultório.

2. Entenda seus fatores de risco

A hipertensão se desenvolve ao longo do tempo e envolve fatores genéticos e ambientais. Histórico familiar de infarto ou AVC, tabagismo, excesso de peso e sono inadequado aumentam o risco. A idade também influencia, já que as artérias tendem a ficar mais rígidas com o passar dos anos. Mulheres que desenvolvem hipertensão na gravidez precisam de acompanhamento, pois o risco cardiovascular pode permanecer após o parto.

3. Ajuste a alimentação

A dieta DASH, baseada no consumo de frutas, verduras, legumes e grãos integrais, é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir a pressão. Alimentos ricos em potássio, como abacate, melão, laranja, espinafre e acelga, ajudam a equilibrar os efeitos do sódio.

A recomendação é limitar o consumo de sódio a no máximo 2,3 gramas por dia, preferindo alimentos frescos e reduzindo produtos industrializados. Diminuir o consumo de álcool também contribui para o controle da pressão.

4. Pratique atividade física e reduza o estresse

Exercícios aeróbicos fortalecem o coração e facilitam o bombeamento do sangue. Atividades como caminhada, corrida e bicicleta ajudam a reduzir os níveis pressóricos. Exercícios de resistência isométrica, como prancha e agachamento na parede, também trazem benefícios.

Controlar o estresse é outro ponto importante. Meditação, ioga e práticas religiosas podem auxiliar nesse processo. Mesmo sem grande perda de peso, a prática regular de exercícios já traz impacto positivo na pressão arterial.

5. Não abandone o tratamento

O objetivo é manter a pressão abaixo de 130 por 80 mmHg, sendo ideal ficar abaixo de 120 por 80 mmHg. Em muitos casos, é necessário o uso de medicamentos, isolados ou combinados.

Embora alguns remédios possam causar efeitos colaterais, como inchaço nas pernas ou aumento da frequência urinária, ajustes podem ser feitos pelo médico. Mesmo com medicação, alimentação adequada e atividade física continuam sendo fundamentais.

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