
O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou que, durante todo o ano de 2026, vai pagar um valor extra para apoiar o tratamento de pessoas que têm problemas graves nos rins e dependem do SUS. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (12).
Esse dinheiro será destinado às clínicas e hospitais que fazem dois tipos de tratamento:
hemodiálise, feita em máquinas, geralmente três vezes por semana,
diálise peritoneal, realizada em casa, com acompanhamento da equipe de saúde.
O reforço financeiro foi dividido em duas partes, uma para cada tipo de tratamento. Em vez de falar em termos técnicos, dá para resumir assim:
para hemodiálise, o Estado vai ajudar pagando um valor extra por sessão feita pelo paciente;
para diálise peritoneal, o governo vai pagar um valor fixo por mês para cada pessoa que faz o tratamento em casa.
Na prática, significa que, a cada sessão realizada ou a cada mês de acompanhamento, o serviço de saúde recebe um complemento do governo estadual, além do que já é pago pelo governo federal.
O Governo de Mato Grosso do Sul decidiu colocar dinheiro extra em 2026 para ajudar no tratamento de quem precisa de hemodiálise ou diálise em casa pelo SUS - (Foto: Arte A Crítica)Esse dinheiro a mais ajuda a cobrir custos como equipamentos, materiais, medicamentos e equipe especializada, que são altos e constantes.
Esse reforço não vai diretamente para a conta do paciente, mas para os serviços que fazem o tratamento. Mesmo assim, o principal beneficiado é quem está na máquina de diálise ou fazendo diálise em casa.
Serão atendidos:
pacientes do SUS com doença renal grave que fazem hemodiálise em clínicas e hospitais de Mato Grosso do Sul;
pessoas que fazem diálise peritoneal em casa, com acompanhamento de equipe de saúde ligada a algum serviço habilitado no Estado.
Podem receber o recurso extra:
prefeituras que têm sob sua responsabilidade clínicas e hospitais que fazem esses tratamentos;
hospitais do próprio governo estadual que também oferecem hemodiálise e diálise peritoneal.
Ou seja: cidades grandes, como Campo Grande e Dourados, e municípios menores que mantêm convênio com serviços de diálise podem ser contemplados, desde que façam o cadastro e sigam as regras do Estado.
Quem tem doença renal crônica precisa de tratamento contínuo, várias vezes por semana, muitas vezes pelo resto da vida. Interrupção de sessão ou falta de vaga pode colocar a vida da pessoa em risco.
Nos últimos anos, muitos Estados e municípios têm enfrentado dificuldades para manter esse tipo de serviço funcionando, por causa do custo alto de equipamentos, materiais e equipe.

