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19 de janeiro de 2026 - 16h58
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SAÚDE

Fiocruz inicia estudo com novo medicamento de prevenção ao HIV em sete cidades

Pesquisa com o lenacapavir pode embasar futura incorporação da PrEP injetável ao SUS

19 janeiro 2026 - 15h25Andreza de Oliveira
Teste HIV
Teste HIV - (Foto: ABrasil)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai iniciar um estudo clínico para testar o lenacapavir, um novo medicamento usado na prevenção do HIV, em sete cidades brasileiras. A pesquisa será realizada em Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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O objetivo é reunir dados sobre segurança, eficácia e viabilidade do remédio para que ele possa, no futuro, ser avaliado para uso no Sistema Único de Saúde (SUS).

Como funciona o estudo - O lenacapavir foi aprovado pela Anvisa no dia 12 de janeiro e, apesar de existir em comprimidos e injeções, o estudo da Fiocruz usará apenas a versão injetável. O medicamento age em várias fases do ciclo do vírus, o que aumenta seu potencial de proteção contra a infecção.

Batizado de ImPrEP LEN Brasil, o estudo será voltado a homens gays e bissexuais, pessoas trans e pessoas não binárias, com idades entre 16 e 30 anos. Antes de participar, todos precisarão apresentar teste negativo para HIV.

As doses usadas na pesquisa foram fornecidas pela farmacêutica Gilead Sciences, que desenvolveu o medicamento. O início da aplicação ainda depende da chegada ao país de agulhas específicas, necessárias para a injeção.

Medicamento é promissor, mas caro - Conhecido comercialmente como Sunlenca, o lenacapavir é considerado um antirretroviral inovador. Apesar do potencial na prevenção do HIV, o alto custo é visto como o principal desafio para ampliar o acesso.

Um estudo publicado na revista The Lancet aponta que o custo de produção anual poderia ficar entre US$ 25 e US$ 46 por pessoa. No entanto, nos Estados Unidos, o tratamento chega a ultrapassar US$ 28 mil por ano, o que equivale a cerca de R$ 150 mil.

No Brasil, o preço ainda não foi definido. Antes de qualquer distribuição pelo SUS, o valor precisa ser estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e o uso avaliado pela Conitec, órgão que analisa a incorporação de novas tecnologias no sistema público de saúde.

A Gilead informou que ainda não há definição de preço no país e que, por enquanto, não existe previsão de inclusão do medicamento no SUS.

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