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SAÚDE INFANTIL

Erros de refração não corrigidos são principal causa de deficiência visual em crianças brasileiras

Conselho Brasileiro de Oftalmologia alerta sobre impactos no aprendizado, socialização e economia, e recomenda triagem precoce

29 agosto 2025 - 07h10
CBO diz que esses erros podem ser corrigidos com lentes ou cirurgia
CBO diz que esses erros podem ser corrigidos com lentes ou cirurgia - (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
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Erros de refração não corrigidos são apontados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) como a principal causa de deficiência visual entre crianças brasileiras, com impactos diretos no rendimento escolar, na socialização e na economia.

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Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 0,7% das crianças e adolescentes de 5 a 15 anos na América do Sul apresentam deficiência visual por erros refrativos, o que equivale a aproximadamente 23 milhões de crianças em idade escolar com problemas de visão.

Os chamados erros refrativos ou ametropias ocorrem quando os raios de luz não são focados corretamente na retina, resultando em visão desfocada. Entre os principais tipos estão:

  • Miopia: dificuldade para enxergar de longe
  • Hipermetropia: dificuldade para enxergar de perto
  • Astigmatismo: visão distorcida ou borrada

Todas essas condições podem ser corrigidas com óculos, lentes de contato ou cirurgia, segundo o CBO.

O tratamento precoce também reduz a incidência de ambliopia, conhecida popularmente como olho preguiçoso, reforçando a importância da triagem oftalmológica precoce, idealmente entre os primeiros meses e os 6 anos de vida, período crítico para o desenvolvimento da visão.

O CBO enfatiza que problemas de visão não diagnosticados e não tratados podem comprometer a aprendizagem e a socialização das crianças. A Agência Internacional de Prevenção à Cegueira estima que o Brasil tenha cerca de 27 mil crianças cegas, muitas devido a doenças que poderiam ter sido prevenidas ou tratadas precocemente. A prevalência média de cegueira infantil varia de 0,5 a 0,6 por mil crianças, considerando desigualdades regionais e socioeconômicas.

Em julho, o CBO e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (Sbop) lançaram a cartilha Saúde Ocular na Infância, com orientações práticas e sinais de alerta para preservar a visão das crianças.

O material aborda:

  • Desenvolvimento visual do bebê e da criança
  • Cuidados com conjuntivite e terçol
  • Uso correto de óculos
  • Procedimentos para exames oftalmológicos
  • Dicas sobre maquiagem infantil

A cartilha visa conscientizar famílias e profissionais de saúde sobre a importância de cuidar da visão infantil desde cedo.

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