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16 de janeiro de 2026 - 09h07
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SAÚDE

Cinturão Ortopédico realiza quase 2 mil atendimentos de urgência em MS no segundo semestre

Programa da SES ampliou acesso à ortopedia, reduziu deslocamentos e fortaleceu a assistência regionalizada

16 janeiro 2026 - 07h20Maria Edite Vendas
Programa Cinturão Ortopédico ampliou o acesso a atendimentos de urgência em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.
Programa Cinturão Ortopédico ampliou o acesso a atendimentos de urgência em diversas regiões de Mato Grosso do Sul. - (Foto: Assessoria de Comunicação HAP)

O Programa Cinturão Ortopédico, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 1.983 atendimentos de urgência em ortopedia entre os meses de junho e dezembro de 2025, consolidando-se como uma das principais estratégias para ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul.

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Os atendimentos foram concentrados, principalmente, nos municípios de Aquidauana, Coxim, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Maracaju e Bataguassu. Entre eles, Aquidauana se destacou como o município com maior volume de procedimentos ao longo do período analisado.

Dados da SES apontam que houve crescimento progressivo no número de atendimentos ao longo do segundo semestre, com aumento mais expressivo a partir de agosto. O avanço reflete a ampliação do acesso da população aos serviços ortopédicos de urgência e a consolidação do fluxo assistencial proposto pelo programa.

Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, os resultados demonstram o impacto direto da regionalização no atendimento à população. “O programa garante atendimento ortopédico de urgência mais próximo do cidadão, com organização da rede, melhor uso dos recursos e resposta rápida às demandas dos municípios. Esses números mostram que a regionalização fortalece o SUS e melhora o cuidado”, afirmou.

A responsável pela Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica, também destacou a importância do modelo adotado. Segundo ela, os dados comprovam a efetividade da organização regional da assistência. “Ao estruturar fluxos regionais e fortalecer os serviços de referência, conseguimos reduzir deslocamentos, otimizar recursos e garantir atendimento no tempo adequado”, explicou.

Entre os diagnósticos mais frequentes registrados no período, conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), predominam os traumas ortopédicos, especialmente em membros superiores e inferiores. As ocorrências mais comuns foram:

  • Fratura da extremidade distal do rádio (220 casos);
  • Fratura da clavícula (151);
  • Fratura de outros dedos (123);
  • Fratura do perônio (fíbula) (72);
  • Fraturas do punho e da mão não especificadas (71);
  • Fraturas de ossos do metacarpo (66);
  • Fratura da extremidade superior do úmero (57);
  • Fratura da extremidade distal da tíbia (48);
  • Fratura de ossos do metatarso (47);
  • Luxação da articulação do ombro (44).

O perfil dos atendimentos evidencia a necessidade de uma rede estruturada e próxima da população, capaz de responder rapidamente a situações de urgência ortopédica.

O programa recebeu solicitações de diversos municípios sul-mato-grossenses. Os maiores volumes partiram de Miranda (218 solicitações), Coxim (169), Nioaque (130), Maracaju (129), Bonito (109) e Bodoquena (96), além de outras cidades do interior.

Segundo a SES, o Cinturão Ortopédico integra uma política voltada à descentralização do atendimento, reduzindo deslocamentos desnecessários de pacientes para centros maiores e fortalecendo a articulação entre municípios e unidades de referência. A expectativa é ampliar ainda mais a capacidade de resposta da rede nos próximos meses.

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