
A Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ) confirmou nesta sexta-feira (20) o terceiro caso de raiva em morcegos em Campo Grande neste ano. Os registros foram identificados após moradores acionarem o órgão ao encontrarem animais em situação anormal. A confirmação reacende o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação anual de cães e gatos, principal forma de prevenção da doença.
Os morcegos foram recolhidos nos bairros Vivendas do Bosque, Centro e Santa Fé. Segundo a GCZ, os animais estavam caídos no chão, comportamento considerado atípico para a espécie. Após o recolhimento, os espécimes foram encaminhados para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus da raiva, conforme o protocolo sanitário.
De acordo com a equipe técnica, Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não representam risco à população. No entanto, esses animais podem eventualmente portar o vírus e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.
Diante da confirmação dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) orienta que qualquer morcego encontrado em situação anormal seja considerado suspeito.
“A recomendação é não tocar no animal, isolar o local para evitar contato com pessoas e outros animais e acionar imediatamente a GCZ para o recolhimento seguro”, alerta a chefe do Serviço de Controle da Raiva e outras Zoonoses da Sesau, Maria Aparecida Conche.
Ela reforça que morcegos observados voando à noite ou abrigados durante o dia, sem apresentar comportamento atípico, não devem ser manipulados, mas também não representam risco imediato.
Em caso de contato acidental com morcego suspeito, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação médica e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição.
Vacinação é barreira de proteção - A Sesau destaca que manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia é fundamental para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano. Animais domésticos imunizados funcionam como uma barreira sanitária, interrompendo a cadeia de transmissão entre mamíferos e protegendo a comunidade.
Além das campanhas itinerantes realizadas nos bairros, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) funciona como posto fixo de vacinação durante todo o ano. Os tutores podem levar os animais para imunização a qualquer momento.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h, na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, Vila Ipiranga.
O recolhimento de morcegos suspeitos pode ser solicitado pelos seguintes canais:
Telefone geral: (67) 3313-5000
De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h: (67) 2020-1801 / (67) 2020-1789
De segunda a sexta-feira, das 17h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h: (67) 2020-1794
Caso o animal seja encontrado fora do horário de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado.
Com três confirmações apenas neste ano, a vigilância sanitária reforça que a prevenção depende da colaboração da população, tanto ao comunicar casos suspeitos quanto ao manter a vacinação dos animais domésticos em dia.

