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28 de janeiro de 2026 - 19h48
SAÚDE

Um em cada cinco brasileiros dorme menos de seis horas, aponta levantamento do Ministério da Saúde

Pesquisa inédita do Vigitel mostra impacto do sono curto, avanço da obesidade e alta de diabetes no País

28 janeiro 2026 - 18h15Andreza de Oliveira
Levantamento aponta que 20% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite.
Levantamento aponta que 20% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite. - (Foto: ABrasil)

Dormir pouco já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde mostram que 20,2% dos moradores das capitais dormem menos de seis horas por noite, índice que sobe entre idosos e mulheres com menor escolaridade. É a primeira vez que o levantamento inclui informações detalhadas sobre o sono da população.

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O estudo faz parte do Vigitel 2025, pesquisa que acompanha fatores de risco para doenças crônicas no País. Entre as mulheres, o percentual de sono curto chega a 21,3%, enquanto entre os homens é de 18,9%. A situação é ainda mais crítica entre pessoas com 65 anos ou mais (23,1%) e mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, grupo em que quase três em cada dez dormem pouco.

Em São Paulo, 20,9% dos adultos dormem menos de seis horas, índice semelhante ao de Aracaju, Fortaleza, João Pessoa e Manaus. Maceió aparece com a maior taxa do País, 24,8%. Já Campo Grande registra o menor percentual entre as capitais, com 14,8%.

Além da duração do sono, o levantamento também aponta que 31,7% dos adultos apresentam ao menos um sintoma de insônia, como dificuldade para dormir ou manter o sono. O problema afeta mais as mulheres (36,2%) do que os homens (26,2%). Em Maceió, quase metade das mulheres relatou sintomas de insônia.

O Vigitel também confirma o avanço contínuo do excesso de peso no Brasil. Em 2006, 42,6% dos adultos estavam acima do peso; em 2024, esse número chegou a 62,6%. A obesidade mais que dobrou no período, passando de 11,8% para 25,7%.

Os casos de diabetes cresceram 153% em menos de duas décadas, atingindo 12,9% dos adultos. Entre idosos com 65 anos ou mais, três em cada dez convivem com a doença. Já a hipertensão alcança 29,7% da população adulta, com maior incidência entre mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade.

O consumo regular de frutas e hortaliças caiu levemente nos últimos anos. Apenas 21% dos brasileiros atingem a recomendação diária. Em contrapartida, houve queda no consumo frequente de refrigerantes e bebidas artificiais.

A prática de atividade física cresceu e hoje 42,3% dos adultos atingem o mínimo recomendado de exercícios semanais. Ainda assim, homens são mais ativos do que mulheres, e a atividade física no deslocamento diário diminuiu.

Os dados foram apresentados junto ao lançamento do programa Viva Mais Brasil, que prevê investimento de R$ 340 milhões em ações voltadas à promoção da saúde, com foco em atividade física, alimentação saudável, vacinação e redução do consumo de álcool e tabaco.

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