
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 8,8 bilhões em financiamentos voltados a novos tratamentos de saúde no Brasil desde janeiro de 2023. Os recursos têm como foco impulsionar o desenvolvimento nacional de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e ingredientes farmacêuticos ativos, considerados estratégicos para o sistema de saúde brasileiro.
De acordo com informações divulgadas pelo próprio banco nesta terça-feira (6), o volume de crédito aprovado possibilita a criação e o aprimoramento de 580 novos medicamentos e vacinas, além de 53 dispositivos médicos e 28 ingredientes farmacêuticos ativos, conhecidos como IFAs. Esses insumos são fundamentais para a produção de remédios e ainda representam um dos principais pontos de dependência externa do país.
O montante autorizado entre janeiro de 2023 e novembro de 2025 representa um crescimento de 91% em comparação ao período de 2019 a 2022, quando o BNDES aprovou R$ 4,6 bilhões em crédito para o setor de saúde. A ampliação do investimento ocorre em um momento em que o país busca reduzir vulnerabilidades na cadeia produtiva e ampliar a oferta de tecnologias voltadas ao atendimento médico.
Em nota distribuída à imprensa, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos fazem parte da política industrial adotada pelo governo federal. Segundo ele, o objetivo é direcionar investimentos para áreas estratégicas, com impacto direto na qualidade do atendimento oferecido à população. “Com a política industrial do governo do presidente Lula, o BNDES está investindo na indústria do futuro, da inovação, com foco na ampliação do atendimento e na qualidade do tratamento em saúde para a população brasileira, principalmente aquela que depende do SUS”, declarou.
As aprovações de crédito, segundo o banco de fomento, estão inseridas no escopo do programa Nova Indústria Brasil (NIB). A iniciativa busca estimular setores considerados prioritários para o desenvolvimento econômico e social do país, incluindo a área da saúde, que ganhou protagonismo após a pandemia e os desafios enfrentados no abastecimento de medicamentos e vacinas.
Além do impacto direto na produção de novos tratamentos, os investimentos também têm potencial de fortalecer a indústria nacional, gerar empregos qualificados e ampliar a capacidade de pesquisa e inovação no país. A expectativa é que o estímulo financeiro contribua para a redução da dependência de importações, especialmente no caso dos IFAs, cuja escassez já afetou o fornecimento de medicamentos em diferentes momentos.
Com a ampliação do crédito, o BNDES sinaliza uma mudança de patamar no apoio ao setor de saúde, alinhando desenvolvimento industrial, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas ao atendimento da população, em especial os usuários do Sistema Único de Saúde.

