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13 de janeiro de 2026 - 13h27
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SAÚDE

Biofobia: por que algumas pessoas evitam contato com a natureza

Fenômeno envolve medo e repulsa por animais e áreas verdes; ocorrência parece cada vez maior, embora existam formas de tratamento

13 janeiro 2026 - 11h30The Conversation/E+
Biofobia descreve a aversão ao contato com a natureza
Biofobia descreve a aversão ao contato com a natureza - Foto: nikitabuida/Freepik

Embora seja comum ouvir que o contato com a natureza traz benefícios para a saúde física e emocional, como redução do estresse, melhora do humor e fortalecimento do sistema imunológico, nem todas as pessoas vivenciam essas sensações de forma positiva, já que parte da população sente medo, desconforto ou repulsa diante de ambientes naturais, animais ou até mesmo plantas, comportamento conhecido como biofobia.

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O termo é utilizado para descrever relações negativas com a natureza e surge como oposto da biofilia, conceito ligado à afinidade humana com o mundo natural, ambos com origem na psicologia evolutiva, que interpreta essas reações como respostas adaptativas a ameaças e recursos ao longo da história da humanidade, embora hoje a biofobia seja entendida de forma mais ampla, indo além de fobias específicas e incluindo rejeição ao ambiente natural como um todo.

Estudos recentes indicam que a biofobia pode estar em crescimento, especialmente em sociedades cada vez mais urbanizadas, onde o contato com áreas verdes é limitado e a natureza passa a ser vista como algo distante ou perigoso, além de apontarem que o fenômeno ainda é pouco compreendido, já que há menos pesquisas sobre relações negativas com a natureza do que sobre seus efeitos positivos.

As causas da biofobia são múltiplas e envolvem fatores externos e internos, como o ambiente em que a pessoa vive, o nível de exposição à natureza ao longo da vida, narrativas sociais e midiáticas que associam animais a perigo, além de características individuais, como idade, conhecimento sobre espécies e percepção da própria saúde, fatores que podem se combinar e influenciar atitudes e comportamentos de evitação.

Essas relações negativas não afetam apenas o bem-estar individual, mas também têm impacto sobre a conservação ambiental, uma vez que pessoas com biofobia tendem a evitar áreas naturais e a apoiar medidas mais rígidas contra animais silvestres, inclusive espécies inofensivas, o que dificulta políticas de preservação e convivência equilibrada com o meio ambiente.

Apesar disso, pesquisadores apontam que existem caminhos para lidar com a biofobia, entre eles a exposição gradual à natureza, que pode ocorrer de forma simples ou com acompanhamento profissional, a educação ambiental, que ajuda a reduzir o medo por meio do conhecimento, e a mitigação de conflitos em contextos onde há prejuízos reais.

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