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SAÚDE

Anvisa proíbe fórmula infantil da Nestlé por risco de toxina

Agência veta venda e uso de lotes de seis marcas após identificar risco de contaminação por substância produzida pela bactéria Bacillus cereus

7 janeiro 2026 - 12h25
Anvisa proíbe venda e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação por toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
Anvisa proíbe venda e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação por toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. - (Foto: ABrasil)

Pais e responsáveis que usam fórmula infantil precisam redobrar a atenção. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira (7), a venda, distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis de seis marcas da Nestlé Brasil Ltda., por risco de contaminação por toxina.

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A decisão atinge lotes específicos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A lista completa de lotes foi divulgada pela Anvisa, e o consumidor deve conferir o número impresso no rótulo antes de usar o produto.

Em nota, a agência informou que o problema está relacionado ao risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Segundo a Anvisa, o consumo de alimento contaminado por essa toxina pode provocar sintomas importantes em crianças.

“O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções”.

A Anvisa destacou que a medida tem caráter preventivo. A própria Nestlé já iniciou o recolhimento voluntário dos lotes envolvidos, tanto no Brasil quanto em outros países, depois que a toxina foi detectada em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda.

Ainda de acordo com a agência, a contaminação foi ligada a um ingrediente usado na fabricação das fórmulas. “Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento global”, detalhou a Anvisa.

O que pais e responsáveis devem fazer - Quem utiliza as fórmulas citadas precisa, primeiro, verificar o número do lote no rótulo da embalagem. Se o produto fizer parte dos lotes proibidos, ele não deve ser consumido nem oferecido à criança.

A Anvisa reforça que os demais lotes dessas mesmas marcas não foram afetados. Ou seja, a restrição vale apenas para os lotes relacionados na decisão e no comunicado oficial.

Para orientações sobre troca, devolução ou ressarcimento, a recomendação é entrar em contato diretamente com a Nestlé Brasil Ltda., por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cujo número está disponível na própria embalagem.

Quando procurar atendimento médico - Se a criança tiver consumido produto de algum dos lotes envolvidos e apresentar sintomas como vômito persistente, diarreia ou sinais de letargia, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.

A Anvisa recomenda que os responsáveis informem ao profissional de saúde qual alimento foi consumido e, se possível, levem uma amostra da embalagem usada ou fechada, caso ainda a tenham em casa. Isso pode ajudar na avaliação clínica e na investigação do caso.

Uso seguro de fórmulas infantis - A agência lembra que o uso de fórmulas infantis exige cuidado redobrado, justamente porque esse tipo de alimento é consumido por um público mais vulnerável. Mais detalhes e orientações sobre o uso seguro desses produtos estão disponíveis no site da Anvisa, em material específico direcionado a pais, responsáveis e profissionais de saúde.

Ao determinar a proibição de venda, distribuição e uso dos lotes afetados e ao informar sobre o recolhimento global iniciado pela empresa, a Anvisa busca reduzir o risco à saúde de bebês e crianças que consomem essas fórmulas, até que toda a cadeia seja revisada e os produtos considerados seguros para voltar ao mercado.

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