
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deve deixar o cargo no próximo dia 22 de março para disputar a Presidência da República. A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmada por auxiliares do governador, que classificam a data como “provável”.
Com a desincompatibilização, exigida pela legislação eleitoral, Zema pretende intensificar viagens pelo País em busca de apoio político e eleitoral. A lei determina que ocupantes de cargos no Executivo deixem suas funções até seis meses antes do pleito caso desejem concorrer a outro cargo.
Nos bastidores, o nome de Zema chegou a ser ventilado como possível vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A hipótese foi mencionada publicamente pelo presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI). Tanto Zema quanto Flávio, porém, negaram qualquer articulação nesse sentido.
O governador mineiro afirmou que seguirá até o fim com sua própria candidatura ao Palácio do Planalto e descartou a possibilidade de integrar outra chapa neste momento. A sinalização reforça a estratégia do Novo de ter um nome próprio na disputa presidencial.
Zema lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República em 16 de agosto de 2025, durante o Encontro Nacional do partido Novo, realizado na zona sul de São Paulo. Desde então, tem adotado um discurso voltado à ampliação de sua projeção nacional e à consolidação de uma plataforma liberal.
Com a saída de Zema do comando do Executivo estadual, quem assume o governo de Minas Gerais é o vice-governador Mateus Simões (PSD), que passa a liderar o Estado até o fim do mandato.

